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Reino Unido espera segunda onda da covid-19

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Parte da população no Reino Unido critica governo por lentidão na tomada de ações contra a pandemia (Foto: Leon Benjamin/Flickr)

Alto número de mortos confirmadas pela covid-19, erros na condução da nação para o enfrentamento à pandemia, lentidão na reação do governo e no plano efetivo de ação e o resultado mais que esperado: inúmeras mortes que poderiam ter sido evitadas. Parece que estamos falando do Brasil, mas a crítica internacional é sobre o Reino Unido, que vive situação bem mais amena que a nossa, porém enfrenta oposição mais dura.

O governo britânico tem sido criticado por causa de vários aspectos de sua reação à pandemia, inclusive ter sido lento demais para impor um isolamento e não ter acelerado a capacidade de realizar exames com rapidez suficiente.

O líder opositor Keir Starmer disse que é vital que o plano do premier seja endossado por especialistas para conquistar a confiança do público: “Isto não pode ser feito cruzando os dedos. Exige um plano crível e uma liderança nacional”, garantiu.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson afirmou que, a partir de 1º de agosto, descartará a diretriz oficial que incentiva as pessoas a trabalharem em casa para dar aos empregadores o poder de decidir se é seguro ou não os funcionários voltarem a seus postos.

O governo estabeleceu um reforço de caixa equivalente a 3,76 bilhões de dólares para o sistema de saúde estatal que será disponibilizado de imediato, e permitiu o uso de hospitais particulares e hospitais de campanha temporários para amenizar a sobrecarga do inverno.

Ele também alterou seu conselho a respeito do transporte público, dizendo às pessoas que agora todos podem usá-lo, embora sejam incentivadas a estudar meios alternativos onde estiverem disponíveis.

Flexibilização

Johnson disse esperar que o país possa voltar à normalidade antes do fim do ano e apresentou um plano de flexibilização gradual das medidas de isolamento. No entanto, ele alertou que, embora torça pelo melhor, a nação também deve se preparar para o pior.

O número de 45 mil mortos por casos confirmados de covid-19 no Reino Unido é o mais alto da Europa, mas o país começou a abandonar medidas de isolamento à medida em que a quantidade de casos e os índices de infecção diminuíram.

Johnson estabeleceu o cronograma de relaxamento mais recente esta semana, dizendo que os empregadores terão mais liberdade para determinar as regras para o trabalho em casa, que a segurança de grandes aglomerações será avaliada e que as regras de distanciamento social podem ser anuladas a tempo para as festas de fim de ano.

“É minha esperança forte e sincera que poderemos revisar as restrições remanescentes e permitir uma volta mais significativa à normalidade não antes de novembro – possivelmente a tempo para o Natal”, disse.

Ele enfatizou que o plano depende do sucesso em manter os índices de infecção baixos, delinear um financiamento adicional para o sistema de saúde e determinar novos poderes para governos municipais isolarem focos do novo coronavírus.

“Assim teremos certeza de que estamos prontos para o inverno e nos preparando para o pior. Mas mesmo que nos preparemos para o pior, acredito fortemente que também deveríamos torcer pelo melhor”, disse.

Fonte: Agência Brasil