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Sem querer tirar dos ricos, Bolsonaro desiste do Renda Brasil e ameaça equipe econômica
Termômetro da Política
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cansou de esperar da equipe econômica uma proposta para criar o programa Renda Brasil. Sem querer tirar dos mais ricos e chateado com as seguidas propostas de tirar dos pobres para dar aos paupérrimos, o gestor decidiu abandonar o projeto e manterá o Bolsa Família até o fim do mandato. O Renda Brasil iria substituir programas de transferência de renda criados durante as gestões petistas.

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Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor demonstrou impaciência em relação ao que foi apresentado até agora pela equipe econômica para viabilizar o Renda Brasil. Em todas as propostas indicadas para bancar o benefício mensal de R$ 300, elas exigiriam a criação de impostos ou supressão de direitos dos mais pobres.

As medidas, lógico, vinham ganhando destaque nas manchetes dos jornais. Por conta disso, o presidente anunciou que não quer ouvir falar de Renda Brasil até 2022. Disse ainda que dará “cartão vermelho” para os membros da equipe econômica que sugerirem tirar recurso dos pobres para dar aos “paupérrimos”. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final”, afirmou.

Desde que o presidente falou da ideia de criar o programa Renda Brasil, a equipe econômica já falou em cortar as restituições do imposto de renda, acabar com o pagamento do PIS/Pasep, congelar aposentadorias e na criação de impostos. Todas elas foram criticadas pela opinião pública e, posteriormente, rechaçadas pelo presidente.

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