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Até a saída de Jesus do Flamengo foi culpa de Bolsonaro

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Pandemia foi o primeiro fator para o Mister; ficou claro que a saída de Jesus do Flamengo foi culpa de Bolsonaro
Pandemia foi o primeiro fator para o Mister; ficou claro que a saída de Jesus do Flamengo foi culpa de Bolsonaro (Foto: Divulgação/Benfica)

Por essa o bolsonarista que torce pelo Flamengo não esperava. Em entrevista concedida à portuguesa TVI, o treinador Jorge Jesus, que no ano passado levou o Mengão à conquista dos títulos do Brasileirão e da Copa Libertadores, elencou a forma como o governo brasileiro tem conduzido o país na pandemia de covid-19 como motivo para ter trocado o clube carioca pelo Benfica, onde está atualmente. Com os maus resultados do time sob o comando do novo treinador, Domènec Torrent, a memória do ex-técnico se transforma em saudade constante. Após a declaração, ficou comprovado que a saída de Jesus do Flamengo foi culpa de Bolsonaro.

E ainda dizem que política e futebol não se misturam. Não bastasse o presidente Jair Bolsonaro, por sua gestão desastrosa, afundar o Brasil em crises econômica, institucional, ambiental, além das milhares de mortes em decorrência da covid-19, a política de enfrentamento à pandemia contribuiu para a desestruturação do time de torcida com maior capilaridade no Brasil.

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Ídolo do Flamengo, o técnico Jorge Jesus relatou à TV portuguesa seus motivos para trocar o Flamengo pelo Benfica. Entre eles, o projeto apresentado pelo clube de Portugal pesou. Entretanto, o principal motivo não foi esportivo.

“Houve fatores que fizeram que tomasse esta decisão. Primeiro, a pandemia”, alegou o ex-técnico do Flamengo quando questionado sobre os motivos para ter deixado o clube.

O Brasil ultrapassou a marca de 140 mil mortos pela covid-19. O número de contaminados superou os 4,6 milhões. Desde o início da pandemia, o governo do presidente Jair Bolsonaro não apresentou nenhum plano efetivo de enfrentamento à doença. Ao contrário, assumiu uma postura oficial negacionista, investiu em drogas sem comprovação científica e se perdeu no comando por meses sem um Ministro da Saúde à frente da pasta.