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Rebeca Andrade eleva representatividade das mulheres negras nos Jogos de Tóquio
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Rebeca Andrade encerra sua participação nos Jogos de Tóquio como a maior ginasta brasileira de todos os tempos em Olimpíadas
Rebeca Andrade encerra sua participação nos Jogos de Tóquio como a maior ginasta brasileira de todos os tempos em Olimpíadas (Foto: Reprodução/Twitter/Olympics) (Foto: Reprodução/Twitter/Olympics)

Rebeca Andrade já faz parte da história do esporte olímpico brasileiro. A ginasta encerra sua participação nos Jogos de Tóquio como a maior de todos os tempos em Olimpíadas, com um ouro e uma prata. Mas além das medalhas, Rebeca deixa também um legado de representatividade para as atletas negras do Brasil. A fala da ex-ginasta Daiane dos Santos após Rebeca conquistar o segundo lugar na categoria individual geral, na última quinta-feira (29), também será lembrada como um dos momentos mais emocionantes na cobertura dos Jogos.

“Agora a gente tem a primeira medalha do Brasil na ginástica artística com uma negra. Isso é muito forte. Até pouco tempo os negros não podiam competir em alguns esportes. É uma menina que veio de origem humilde, criada por uma mãe solo, veio de várias lesões para ser a segunda melhor atleta do mundo”, destacou Daiane, que foi escalada como comentarista da modalidade durante a transmissão na TV Globo, e estava ao lado de Galvão Bueno e Diego Hypólito.

Divisor de águas

Tóquio 2020 é um divisor de águas na história da ginástica artística feminina brasileira. Após as inéditas medalhas de ouro no salto e a prata no individual geral, Rebeca Andrade ficou na quinta colocação no solo, nesta segunda-feira, dia 2. Ao som de “Baile de Favela” e com uma apresentação que encanta a torcida brasileira, Rebeca somou 14.033 pontos.

“Jamais poderia esperar tudo que aconteceu aqui. O atleta de alto rendimento sempre quer ganhar medalhas, mas eu acho que ganhei muito mais que só as medalhas. Eu ganhei a admiração das pessoas, o respeito, eu fiz história. Eu representei um país inteiro. O peso destas medalhas está sendo muito grande e estou muito feliz de orgulhar todo mundo, principalmente a minha família e o meu treinador”, celebrou Rebeca.

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A medalha de ouro na prova do solo ficou com a americana Jade Carey (14.366) ,e a prata, com a italiana Vanessa Ferrari (14.200). O bronze foi entregue para a japonesa Mai Murakami e para a russa Angelina Melnikova, empatadas com 14.166.

“Estou muito feliz, muito grata com todas as apresentações desde o primeiro dia e por ter finalizado tão bem agora com o solo. Ter levado mais alegria ainda para o Brasil, para todas as pessoas que torceram por mim, que acreditaram no meu talento, as que me conheceram agora também. Repercutiu tanto e inspirou tantas pessoas, que não tem outra coisa que não seja gratidão”, destacou Rebeca, que sai de Tóquio satisfeita com sua performance.

“Eu me senti incrível. Não me senti pressionada para nada, para ganhar uma medalha para o Brasil, para acertar tudo. Foi uma coisa muito natural, que só fluía. O fato de eu pensar assim me ajudou muito a ter os bons resultados que tive aqui. Estou extremamente satisfeita com a minha performance em todos os aparelhos”, avaliou a jovem de 22 anos.

O Brasil ainda tem mais uma chance de medalha na ginástica artística feminina, dessa vez com Flavia Saraiva. A final da trave está marcada para esta terça-feira, 3, às 17h50 do Japão (5h50 do Brasil).

Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro.

Colaborou Grace Vasconcelos.

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