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Anvisa contraria decisão do governo e recomenda manter vacinação contra covid-19 para adolescentes
Termômetro da Política
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Em junho deste ano, o imunizante teve o uso em pessoas com 12 anos de idade ou mais autorizado pela Anvisa (Foto: Breno Esaki/Governo do Distrito Federal)

Com base em evidências científicas e em defesa da saúde coletiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resolveu comprar uma nova briga com o governo do presidente Jair Bolsonaro depois do Ministério da Saúde suspender a orientação de vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a covid-19. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Anvisa afirma não haver razão para mudar as condições aprovadas pelo órgão para a vacina da Pfizer/BioNTech.

“Com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações da bula aprovada, destacadamente, quanto à indicação de uso da vacina da Pfizer na população entre 12 e 17 anos”, diz a Anvisa.

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Em junho deste ano, o imunizante teve o uso em pessoas com 12 anos de idade ou mais autorizado pela Anvisa. A aplicação nesse público, em pessoas com e sem comorbidades, foi então indicada pelo Ministério da Saúde para iniciar ontem (15). Mas a pasta voltou atrás sob argumentos de adotar cautela para esse público.

O órgão acrescenta que todas as vacinas autorizadas no Brasil são monitoradas constantemente a partir da notificação de efeitos adversos. “Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus o risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”.

A Anvisa lembra que a aprovação do uso da vacina da Pfizer/BioNTech em adolescentes levou em consideração estudo com 1.972 pessoas nessa faixa etária, com eficácia de 100% nos grupos avaliados.

Com informações da Agência Brasil

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