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Prostitutas da Paraíba serão beneficiadas por edital do Fundo Brasil
Termômetro da Política
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(Imagem: Fundo Brasil)

A Associação de Prostitutas da Paraíba (Apros-PB) está entre as entidades que serão beneficiadas pelo edital Mobilização em Defesa dos Espaços Cívicos e da Democracia, do Fundo Brasil de Direitos Humanos. A lista tem 25 organizações e coletivos de 16 estados brasileiros, das cinco regiões. O total em doações é de R$ 1,5 milhão, distribuídos em doações de até R$ 60 mil para cada grupo selecionado, para projetos com duração de até um ano. 

Os projetos selecionados receberão e-mails da equipe do Fundo Brasil. 

Veja a lista:

OrganizaçãoEstadoRegião
Grupo de Mulheres Negras MalungasGOCentro-Oeste
Pretas de AngolaGOCentro-Oeste
Associação Indígena Ahukugi – AIAHUMTCentro-Oeste
Associação Baiana de Travestis, Transexuais e Transgêneros em Ação – AtraçãoBANordeste
Frente Estadual pelo Desencarceramento da BahiaBANordeste
Coletivo de Mulheres Indígenas Povo Memortumré CanelaMANordeste
Associação das Prostitutas da Paraíba – APROS-PBPBNordeste
Associação Fórum Suape Espaço SocioambientalPENordeste
Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo – GTP+PENordeste
Movimento Fórum de Mulheres de PernambucoPENordeste
Fórum Nacional de Pessoas Travestis e Transexuais Negras e Negros – FONATRANSPINordeste
Movimento dos Pescadores e Pescadoras – MPP PiauíPINordeste
Movimento de Mulheres Camponesas do AcreACNorte
Associação Tururukari-Uka dos Índios KambebaAMNorte
Coletivo de Comunicação Popular Tapajós de FatoPANorte
Escola de Militância Socioambiental Amazônida – EMSAPANorte
Centro de Direitos Humanos de PalmasTONorte
Coletivo de Fortalecimento da População Negra do Sul – ESESSudeste
Fórum Social de ManguinhosRJSudeste
Quilombo Maria JoaquinaRJSudeste
Agência DiadorimSPSudeste
Coletivo Vidas Presas ImportamSPSudeste
Coletiva Nacional Mulheres e Direito à CidadeRSSul
Rede EmancipaRSSul
Estrela GuiaSCSul

O edital tem como objetivo apoiar propostas de reconstrução e inovação de espaços de participação e controle social, assim como processos de democratização da sociedade e do Estado brasileiro. Dessa forma, são três os focos prioritários de ações: inovação e reconstrução de experiências de participação popular; enfrentamento ao discurso de ódio, aos temas antidemocráticos e às fake news; e popularização de uma cultura democrática, por meio de formação política de ativistas de movimentos populares para o respeito à diversidade e defesa de direitos de grupos vulneráveis.

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“Esse é um edital pensado para este momento que acreditamos ser fundamental que a sociedade civil participe ativamente do fortalecimento da democracia”, disse Allyne Andrade, superintendente adjunta do Fundo Brasil. 

Entenda o processo de seleção
O edital recebeu 659 propostas. Após triagem inicial, foram encaminhados ao Comitê de Seleção os projetos que atendiam aos critérios do edital (leia aqui). 

O Comitê de Seleção foi composto por: José Moroni, filósofo, integrante do colegiado de gestão do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), membro da Plataforma dos Movimentos Sociais Pela Reforma do Sistema Político; Mônica Oliveira, educadora, comunicadora, ativista da Coalizão Negra Por Direitos e da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco; Sara Pereira, educadora popular e coordenadora da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) na Amazônia; e Uvanderson Silva, sociólogo, coordenador de programas na Fundação Tide Setubal. 

O Comitê de Seleção é independente. Os integrantes analisam as propostas recebidas e elaboram uma lista de recomendações, considerando os critérios do edital, além de aspectos como diversidade regional e temática. 

Prioridades

Integrante do Comitê, José Moroni destacou que não foi fácil selecionar apenas 25 propostas entre todas as inscritas. “Eram muitos os projetos com possibilidade de serem apoiados. Para escolher, tivemos de nos ater a alguns critérios. Um deles foi priorizar organizações com pouco acesso a outras fontes de recursos. Outro critério foi valorizar propostas lideradas por grupos e ativistas diretamente afetados pelas violações de direitos que buscam combater com seus projetos”, disse.

Para Moroni, os projetos inscritos no edital mostraram a vitalidade da sociedade civil brasileira. “Uma vitalidade que muitas vezes não tem a devida visibilidade em outros espaços. Esse país tem muita coisa boa acontecendo, muitos coletivos fazendo debates essenciais com um olhar estratégico que mostra que devemos ter esperança de construir um país diferente”, concluiu. 

Fonte: Assessoria de imprensa

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