
Coisa, coisa, coisa …
Mas que coisa é essa
Que me coisifica?
Dia a dia, vou me coisificando,
Descoisificando-a também.
Que coisa é essa?
Que vai para dentro de mim,
Congelando-me todo.
Que sai de dentro também,
Mobilizando meu corpo.
Serenando olhares!
Essa coisa que lentifica a vida.
Que coisa é essa?
Nem estranha nem igual.
E, aí, vejo minhas pernas na parede,
Encapsuladas pela bermuda, encabidadas.
Transpondo do andar reto
Para as trilhas sinuosizadas.
Pedindo uma dança.
Que coisa é essa?
Nem estranha nem igual.