
O Partido dos Trabalhadores na Paraíba ainda não decidiu quem irá apoiar para governador nas eleições de 2026. Dois candidatos afirmam apoiar Lula para presidente: Lucas Ribeiro (PP) e Cícero Lucena (MDB). Essa condição gera impasse sobre qual seria a melhor escolha do PT, visto que a prioridade do partido é reeleger Lula e ampliar as bancadas federais.
Não bastasse a questão de quem o PT irá apoiar para o Governo da Paraíba, Lula declarou que tem dois candidatos ao Senado: Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevedo (PSB), que estarão em chapas adversárias. Vale lembrar também que um terceiro candidato ao Senado, o prefeito de Patos, Nabor Wanderlei (Republicanos), pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirma que irá apoiar Lula.
A dificuldade para resolver qual chapa majoritária será apoiada oficialmente pelo partido de Lula só aumenta. É um arranjo difícil de construir, porque para contemplar todos, seria necessário misturar candidaturas de chapas distintas, algo que a legislação eleitoral não permite e que o eleitor dificilmente iria conseguir assimilar.
De uma coisa os petistas têm certeza, as vontades e pretensões pessoais ficarão em segundo plano. Quem buscar atalhos para satisfazer seus interesses pessoais irá enfrentar a resistência das direções estadual e nacional e, certamente, terminará mal na fita. Só tem um filiado com peso para estabelecer qual a melhor composição para o PT na Paraíba, o presidente Lula.
Sendo assim, quem tenta se precipitar e prioriza resolver suas vontades buscando composições e declarando apoio a chapas antes das decisões partidárias poderá ter o desgaste junto às instâncias, e, principalmente, ao eleitorado petista, que verá como uma heresia o oportunismo de quem coloca seus interesses acima do partido e da eleição de Lula. Não parece inteligente e prudente diante da situação eleitoral de Lula na Paraíba, que em diversas pesquisas aparece com cerca de 70% dos votos válidos.
Apressar apoio aos candidatos a governador e se oferecer para compor a chapa na condição de vice-governador sem saber qual será a posição que melhor contemple os objetivos de Lula e do PT é um erro.
Uma coisa é certa, tem petista que não enxerga para além do próprio umbigo e acredita ser maior que Lula. A dúvida é se esse tipo de atitude decorre da falta de capacidade de leitura do cenário político, egocentrismo ou oportunismo burro.
O PT tem tempo. Os candidatos ao governo da Paraíba nem resolveram seus problemas internos e dos seus partidos. Não parece que numa eleição que será muito disputada, os candidatos pensem em excluir o PT. Chegou a hora do partido se valorizar e barrar os ansiosos, que imploram por um governador para chamar de seu.