Jornalista, fotógrafo e consultor. Escreve desde poemas de amor a ensaios sobre política. É editor no Termômetro da Política e autor de Emagreça bebendo cerveja. Twitter: @gesteira.
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De Zambelli a Moro: oração pra Santo Antônio afastar padrinho ruim
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O ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro não escondia a satisfação em ser padrinho da deputada bolsonarista (Foto: Reprodução/Twitter/Carla Zambelli)

Nem Santo Antônio, tão bom casamenteiro, mesmo sob pedidos e oração forte pode reverter o malfeito que foi a escolha da deputada Carla Zambelli (PSL-SP) por ter Sérgio Moro como seu padrinho de casamento. O que está acima dos céus é a impossibilidade na língua portuguesa, pois mesmo que a deputada se separe do atual cônjuge, o apadrinhamento não pode ser desfeito. Ex-juiz e ex-ministro até são termos que existem, mas assim como não existe “ex-cretino”, também inexiste “ex-padrinho”. Se ela queria mostrar força política ao ter tão perto alguém que supostamente se tornaria um nome forte,o tiro foi dado no pé, pois nem laço afetivo, nem prestígio restaram.

O caso vai além da clara falta de caráter que ficou explícita neste último episódio, quando o ex-juiz saiu na imprensa falando mal da deputada. Moro disse, em entrevista à Rádio Gaúcha, que aceitou o pedido de Zambelli para ser padrinho de casamento por “constrangimento”.

Sérgio Moro é um covarde. Comporta-se como o típico brasileiro hétero, conservador e defensor da família que sai às escondidas para trair a esposa com uma travesti garota de programa e, quando é pego, preocupa-se apenas em justificar a confusão sobre o gênero da contratada. Diz que se “confundiu” e esquece de todo o resto, como se sua homossexualidade trancada a sete chaves dentro do armário fosse o maior problema, e não a traição.

Para desmoralizar, Zambelli publicou um vídeo da festa de casamento onde Moro aparece sorridente, refastelado, com a boa cheia do pecado que ele tanto preza por esconder.

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