Jornalista, fotógrafo e consultor. Escreve desde poemas de amor a ensaios sobre política. É editor no Termômetro da Política e autor de Emagreça bebendo cerveja. Twitter: @gesteira.
Jornalista, fotógrafo e consultor. Escreve desde poemas de amor a ensaios sobre política. É editor no Termômetro da Política e autor de Emagreça bebendo cerveja. Twitter: @gesteira.
Foguete não dá ré, mas pode fazer a volta
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(Foto: Reprodução/Instagram/efraimfilhopb)

Logo que anunciou sua disposição em disputar uma vaga ao Senado Federal, o deputado federal Efraim Filho (União Brasil) deixou claro que a partir dali estava pronto para trilhar um caminho sem volta. Sob o mote “foguete não dá ré”, lançou sua pré-campanha tendo como principal adversário o também deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). A briga nesse estágio não era pela vaga em si, isso se dará no pleito, em outubro. Efraim disputava para ser o candidato na chapa do governador João Azevêdo (PSB).

E a diferença para o seu oponente estava explícita justamente no rabo do foguete. Efraim fez toda a movimentação para mostrar aos aliados que não voltaria atrás, e ao contrário de Aguinaldo, entregou suas bases eleitorais para outros candidatos a deputado federal. A impossibilidade de desistir deixava o campo da subjetividade para o plano concreto.

Efraim esperou uma definição de João. Esperou muito, como já disse aqui neste mesmo espaço. Ao perceber que fora preterido, tomou seu rumo em direção à oposição e se juntou com o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), filho do ex-governador Cássio Cunha Lima e pré-candidato ao Governo da Paraíba.

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Agora, o cenário é outro. O governador João Azevêdo, em evento para anunciar a desistência de Aguinaldo, disse em outras palavras que não tem mais candidato ao Senado na sua chapa.

Do outro lado, o Republicanos, que detém grande força política na Paraíba, especialmente no Sertão, e integra a base do governador, reagiu ontem, em nota assinada pelo deputado federal e presidente estadual da legenda, Hugo Motta. O partido defende desde o início da pré-campanha o nome de Efraim ao Senado. Hugo diz ter sido punido por sua lealdade a João e afirma que não aceitará tomar conhecimento da chapa majoritária por meio da imprensa.

O nó está feito, mas tem jeito. A condição de não voltar atrás determinada por Efraim diz respeito somente à sua candidatura ao Senado. Efraim sairá candidato, na chapa que for, e com ele levará o apoio de todos os seus prefeitos. Que foguete não dá ré, todo mundo já sabe, mas no caso de Efraim, ele pode sim seguir em frente e fazer a volta para pousar na chapa de João.

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