Ubirajara de Souza, conhecido no meio musical como Bira Haway, faleceu neste domingo (25) aos 74 anos no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um dos principais produtores de samba e pagode da cidade, Bira deixou um legado marcante na cena do gênero, tendo trabalhado com grupos como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação.

Pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Grupo Molejo que morreu em 2024, Bira iniciou a carreira como percussionista na noite paulistana. Foi durante gravações em um estúdio que o nome do local lhe rendeu o apelido “Haway”, que carregou pelo resto da vida. Além de percussionista, atuou como cantor e intérprete de escolas de samba, tendo sido a voz da Estácio de Sá no primeiro ano de Ciça como Mestre de Bateria.
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Nos anos 80, migrou para a produção musical, função em que se consolidou e ajudou a impulsionar diversos nomes importantes do pagode e do samba carioca. Sua trajetória abrangeu décadas de dedicação ao gênero, contribuindo para gravações e carreiras que marcaram a música popular brasileira.
Recentemente, Bira passou por uma amputação de uma das pernas, da coxa para baixo, realizada no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio. Após receber alta, passou mal na última quarta-feira e foi internado na UPA da Cidade de Deus, onde foi diagnosticada insuficiência cardíaca. Transferido para o Hospital Carlos Chagas, não resistiu e veio a óbito neste domingo.
A morte de Bira Haway representa a perda de uma figura central na produção e perpetuação do samba e pagode no Rio de Janeiro, deixando saudade entre artistas, músicos e fãs do gênero.
Com informações do portal g1.