Cultura - -
Viradouro conquista título do Grupo Especial do Rio; Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula, é rebaixada
Termômetro da Política
Compartilhe:

A Unidos do Viradouro sagrou-se campeã do Carnaval 2026 do Grupo Especial do Rio de Janeiro, ao obter a nota máxima de 270,0 pontos na apuração realizada nesta quarta-feira (18) na Cidade do Samba, na Zona Portuária. A escola de Niterói homenageou Mestre Ciça, comandante de sua própria bateria, e contou com o retorno da rainha de bateria Juliana Paes, que voltou ao posto após 17 anos de ausência.

Desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói homenageou o presidente Lula
Desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói homenageou o presidente Lula (Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval)

A Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial após conquistar o título da Série Ouro em 2025, será rebaixada para a Série Ouro em 2027. A agremiação abriu os desfiles na noite de domingo (15) com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e pelo enredista Igor Ricardo.

A apuração avaliou nove quesitos: bateria, harmonia, evolução, samba-enredo, enredo, mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, alegoria e fantasia. Completaram o pódio a Beija-Flor de Nilópolis e a Unidos de Vila Isabel, ambas com 269,9 pontos, seguidas por Acadêmicos do Salgueiro (269,7), Imperatriz Leopoldinense (269,4), Estação Primeira de Mangueira (269,2), Unidos da Tijuca e Acadêmicos do Grande Rio (ambas com 268,7), Paraíso do Tuiuti (268,5), Portela (267,9), Mocidade Independente de Padre Miguel (267,4) e Acadêmicos de Niterói (264,6).

Resumo dos desfiles

Os desfiles do Grupo Especial ocorreram entre a noite de domingo (15) e a madrugada de terça-feira (17). Na primeira noite passaram Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira. A Imperatriz Leopoldinense celebrou o cantor Ney Matogrosso com o enredo “Camaleônico”, destacando sucessos como “Sangue Latino”, “Rosa de Hiroshima”, “O Vira”, “Homem com H” e “Metamorfose Ambulante”. A Portela narrou a história do Rio Grande do Sul a partir da trajetória de Custódio Joaquim de Almeida, príncipe do Benin, no samba-enredo “O mistério do príncipe do Bará – a oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”. A Mangueira trouxe tradições afro-indígenas da Amazônia ao contar a história do Mestre Sacaca, curandeiro do Amapá, no enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra”, assinado pelo carnavalesco Sidnei França e pelos pesquisadores Sthefanye Paz e Felipe Tinoco.

Leia também
Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, controlado por ex-sócio do Master

Na segunda noite, Mocidade Independente de Padre Miguel homenageou Rita Lee com “Rita Lee, A Padroeira da Liberdade”, do carnavalesco Renato Lage, incluindo referência ao cachorro Orelha em um dos carros alegóricos. A Beija-Flor apresentou o candomblé de rua de Santo Amaro de Purificação, o Bembé do Mercado, no Recôncavo Baiano, mais uma vez sob a responsabilidade do carnavalesco João Vitor Araújo. A Unidos da Tijuca prestou tributo à escritora Carolina Maria de Jesus, utilizando o próprio nome dela como título do enredo.

A Paraíso do Tuiuti abriu a segunda noite com “Lonã Ifá Lukumi”, explorando a vertente religiosa afro-cubana, sob a direção do carnavalesco Jack Vasconcelos. A Unidos de Vila Isabel homenageou Heitor dos Prazeres com “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, dos carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad e do enredista Vinicius Natal. A escola enfrentou um imprevisto quando um carro alegórico ficou preso sob um viaduto, exigindo desmontagem rápida da estrutura. Sabrina Sato, rainha de bateria, recebeu carinho do marido Nicolas Prattes antes de desfilar.

A Grande Rio trouxe o manguebeat, movimento cultural de Recife dos anos 90, misturando maracatu, rock, hip-hop e música eletrônica. Virginia Fonseca estreou como rainha de bateria e transmitiu os bastidores ao vivo na Twitch, exibindo presentes enviados pelo namorado Vinícius Júnior. Durante o aquecimento, ela foi vaiada ao ser anunciada, e uma baiana da agremiação desmaiou em frente aos jurados.

A Acadêmicos do Salgueiro fechou os desfiles homenageando a carnavalesca Rosa Magalhães, falecida em julho de 2024, com “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, do bacalhau e do pirata da perna-de-pau”, criado pelo carnavalesco Jorge Silveira e pelo enredista Leonardo Antan. A rainha Viviane Araújo desfilou como pirata sobre uma plataforma que simulava um navio.

O título da Viradouro consolida a escola como uma das forças dominantes do Carnaval carioca nos últimos anos, enquanto o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói encerra sua passagem de apenas um ano pelo Grupo Especial.

Com informações da CNN.

Compartilhe: