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Marco histórico: Ilê Axé Opô Omidewá torna-se primeiro terreiro tradicional a cultuar Babá Egum em João Pessoa
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O Ilê Axé Opô Omidewá, tradicional terreiro de Candomblé de nação Ketu em João Pessoa, alcançou no último sábado (28) um marco histórico para a religião afro-brasileira na capital paraibana com a inauguração do primeiro Ibó dedicado ao culto de Babá Egum na cidade.

Ilê Axé Opô Omidewá fica localizado no bairro Valentina, em João Pessoa
Ilê Axé Opô Omidewá fica localizado no bairro Valentina, em João Pessoa (Foto: Divulgação)

Liderado pela Iyalorixá Mãe Lúcia Omidewá, o terreiro recebe o fundamento oriundo da sagrada Ilha de Itaparica, berço de uma das mais respeitadas tradições do culto aos ancestrais. O Ibó chega por meio da linhagem da família Daniel de Paula, trazendo a força, o axé e a rigorosa responsabilidade que caracterizam esse culto.

Com essa inauguração, o Ilê Axé Opô Omidewá se torna o primeiro terreiro tradicional de Candomblé de nação Ketu em João Pessoa a cultuar Babá Egum, reafirmando o compromisso com os fundamentos mais antigos da tradição.

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À frente da condução desse novo fundamento está o Alagbá do Ilê Obá Erin Dindin Orogum, Crispim Daniel de Paula (Otum Majó Bajó), conhecido como Neguinho. Ele atua ao lado de sua mãe biológica, Angelita Galvão de Paula, Mãe Bidu, Oyá Omi, referência de força e ancestralidade na linhagem. Também esteve presente sua irmã, Ubiracira Daniel de Paula, Odé Kerê do Ilê Aboulá.

Reforçam ainda essa corrente espiritual nomes como Ogum Dey e sua filha biológica Ubiracira Daniel de Paula, Iyakekerê do Ilê Axé Opô Oloyá, demonstrando a continuidade da tradição tanto pelos laços de sangue quanto pela iniciação e compromisso com o sagrado.

Para a comunidade do terreiro, a inauguração do Ibó não representa apenas a criação de um espaço físico, mas o estabelecimento de um portal entre o mundo dos vivos e o sagrado dos ancestrais. Na tradição, sem Egum não há continuidade, não há identidade e não há axé.

A Iyalorixá Mãe Lúcia Omidewá destacou a importância do momento: “Axé que se sustenta na raiz não se perde. E aqui, a raiz é profunda, é antiga, e é verdadeira”.

O culto a Babá Egum chega a João Pessoa fortalecendo as raízes ancestrais e reafirmando a pureza da nação Ketu na capital paraibana.

Com informações da assessoria de imprensa.

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