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Revista britânica elege ‘O Agente Secreto’ como um dos filmes mais ‘enganadores’ da história do cinema
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A revista britânica Far Out reuniu uma lista de produções cinematográficas cujos títulos criam expectativas completamente diferentes do que o público encontra na tela, e o longa brasileiro ‘O Agente Secreto’ (2025) aparece em quinto lugar entre os seis mais destacados.

Cena do filme O Agente Secreto
Cena do filme O Agente Secreto (Foto: Victor Jucá/Divulgação)

Dirigido pelo filho de Kleber Mendonça Filho, o filme brasileiro que venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme Internacional e foi indicado a quatro categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme, leva o público a imaginar uma trama de espionagem ao estilo James Bond. No entanto, a história se desenrola durante a ditadura militar dos anos 1970, em Pernambuco, com o protagonista interpretado por Wagner Moura usando uma “identidade falsa” para sobreviver enquanto é perseguido – uma escolha metafórica que explica o título, mas que pouco tem a ver com agentes secretos convencionais.

A lista, que coloca ‘Em Ritmo de Fuga’ (2017) na última posição, destaca como o título em inglês ‘Baby Driver’ pode sugerir algo caótico: um bebê literalmente ao volante de um carro, com pernas curtas incapazes de alcançar os pedais e sem habilidades motoras suficientes, o que resultaria em um acidente imediato. Na prática, o filme de Edgar Wright acompanha um habilidoso motorista apelidado de ‘Baby’, vivido por Ansel Elgort, que é contratado por uma quadrilha para executar roubos.

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Em quarto lugar está ‘Trainspotting’ (1996), conhecido no Brasil como ‘Trainspotting – Sem Limites’. A obra acompanha um grupo de jovens lidando com o vício em heroína nas regiões mais perigosas de Edimburgo. O título quase custou ao filme uma música da banda Oasis em seu auge: Noel Gallagher recusou o convite por acreditar que a produção tratava literalmente do hobby britânico de observar e anotar números de trens, visto como uma atividade inútil ou obsessiva.

O terceiro colocado é ‘Brazil – O Filme’ (1985), de Terry Gilliam. Pelo nome, seria natural esperar referências à cultura brasileira, como carnaval, churrascos, praias e samba. Em vez disso, o longa apresenta uma distopia surreal em um Estado totalitário futurista dominado por burocracia extrema, computadores, fichas e cartões de crédito. A trama segue o personagem de Jonathan Pryce, que sonha constantemente com uma mulher, enquanto Robert De Niro surge ocasionalmente em seu apartamento para alertar que o sistema de aquecimento está fazendo as pessoas quererem matá-lo.

O segundo lugar ficou com o primeiro filme de Quentin Tarantino, ‘Cães de Aluguel’ (1992). Quem esperasse uma história envolvendo animais caninos certamente se decepcionaria, já que não há qualquer relação com cachorros. Segundo o diretor, o título surgiu de duas situações: ele ouviu a expressão sendo usada para descrever uma pilha de roteiros que nunca chegavam a ser produzidos e, ainda, escutou alguém pronunciar errado o nome do filme francês ‘Au revoir les enfants’ (1987), conhecido no Brasil como ‘Adeus, Meninos’, enquanto trabalhava em uma locadora.

No topo da lista está ‘Sorcerer’ (1977), dirigido por William Friedkin. O título, que significa “feiticeiro” ou “bruxo”, não guarda qualquer relação com magia. O filme acompanha o protagonista, vivido por Roy Scheider, tentando atravessar florestas da América do Sul com um caminhão em ruínas carregado de dinamite. No Brasil, recebeu o título ‘O Comboio do Medo’. Baseado no clássico francês ‘O Salário do Medo’ (1953), o longa não foi bem recebido na época de seu lançamento, mas hoje é considerado uma obra de arte pela tensão constante e pela performance de Scheider, especialmente lembrada pela icônica cena da ponte.

Com informações do portal Monet.

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