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Dólar despenca em meio a fraqueza global e incertezas com Trump; metais preciosos batem recordes
Termômetro da Política
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O dólar comercial registrou forte desvalorização nesta terça-feira (27), fechando em queda de 1,18% a R$ 5,2176 na venda, o menor nível desde maio de 2024, alinhado à fraqueza da moeda americana no exterior. No mercado brasileiro, o recuo foi impulsionado por um apetite ao risco global, com investidores migrando para ativos emergentes como o real, enquanto o Ibovespa avançava 2,49% para 183.163 pontos, renovando recordes intradiários.

Dólar cai e aponta para tendência de desvalorização (Foto: 401kcalculator.org/Flickr)

Nos mercados internacionais, o índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes, caiu 0,43% para 96,62 pontos, refletindo uma tendência de enfraquecimento da divisa americana frente a pares desenvolvidos e emergentes. Analistas atribuem o movimento a crescentes incertezas com o governo Trump, incluindo ameaças tarifárias de 100% sobre importações da Coreia do Sul e Canadá, além de tensões geopolíticas envolvendo Groenlândia, Venezuela e Oriente Médio. O presidente americano tem sido acusado de manipular mercados, com relatos de insider trading e embates com o Federal Reserve, erodindo a confiança no dólar como reserva global.

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Luis Stuhlberger, gestor veterano, afirmou que Trump fará “o possível e o imaginável para o dólar se desvalorizar”, estimando um preço justo para a moeda em R$ 4,40 no Brasil. Essa imprevisibilidade tem impulsionado uma migração de investimentos dos EUA para emergentes, beneficiando o real e bolsas como o Ibovespa.

Em contrapartida, metais preciosos bateram recordes históricos como refúgio seguro. No Brasil, o ouro avançou para R$ 943 por grama (equivalente a US$ 5.075 por onça-troy, com alta de 1,27%), enquanto a prata subiu para R$ 20,70 por grama (US$ 111,62 por onça, +7,43%), refletindo uma busca por ativos de proteção em meio às turbulências geopolíticas e econômicas. O ouro acumulou valorização de 83,63% em 12 meses no Brasil, superando o desempenho do dólar e impulsionado pela “debasement trade” contra a moeda americana.

Com informações da Bloomberg.

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