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Previdência do Amapá é alvo da PF em operação que investiga fraude ligada ao Banco Master
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Zona Cinzenta, voltada a apurar supostas irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A ação, autorizada pela 4ª Vara da Justiça Federal, resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, tendo como um dos principais alvos Jocildo Silva Lemos, presidente da Amapá Previdência (Amprev). A investigação foca na aplicação de R$ 400 milhões do fundo estadual em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, uma manobra financeira classificada como de alto risco.

Operação da PF é parte de um esforço maior para monitorar a segurança das aplicações dos regimes próprios de previdência (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Além do presidente da instituição, a ofensiva da PF alcançou membros do comitê de investimentos, identificados como Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, além da própria sede da Amprev. O inquérito busca esclarecer se as decisões administrativas causaram prejuízo ao patrimônio público e identificar os responsáveis por operações que, segundo as autoridades, “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”. O Banco Master, emissor dos títulos adquiridos, foi liquidado em novembro pelo Banco Central após a identificação de uma crise de liquidez que impedia a instituição de honrar pagamentos a clientes e investidores.

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O caso no Amapá guarda semelhanças com investigações em outras unidades da federação. Na última terça-feira (3), Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, foi preso temporariamente durante a segunda fase da Operação Barco de Papel. Deivis é investigado por aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos ligados ao conglomerado de Daniel Vorcaro, também do Banco Master. No Rio de Janeiro, a Polícia Federal aponta que a gestão de Antunes e outros dois ex-diretores aplicou recursos em títulos de investimento que, por sua natureza, não contam com a cobertura do fundo garantidor de crédito, agravando o risco aos ativos previdenciários.

Até a última atualização das informações, as defesas de Jocildo Silva Lemos e dos demais alvos da Operação Zona Cinzenta não haviam se manifestado sobre as suspeitas. A Polícia Federal indicou que os trabalhos continuam para detalhar o esquema de fraude e que novas informações serão divulgadas com o avanço do inquérito. A operação no Amapá é parte de um esforço maior para monitorar a segurança das aplicações dos regimes próprios de previdência, assegurando que os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias não sejam desviados para investimentos sem a devida liquidez ou garantias.

Com informações de portal g1.

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