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Guerra no Oriente Médio pressiona mercados: Ibovespa tomba 4,5%, maior queda intradiária desde 2021
Termômetro da Política
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrou forte queda nesta terça-feira (3), com perdas que chegaram a 4,50% no início da tarde, equivalente a 180,8 pontos. Trata-se da maior desvalorização intradiária desde fevereiro de 2021, quando o indicador fechou o pregão em baixa de 4,87%, conforme dados da consultoria Elos Ayta. Como o número de 4,50% refere-se ao movimento durante a sessão, o percentual pode variar até o fechamento do mercado.

Reação intensa dos mercados de ações e câmbio decorre da escalada do conflito no Oriente Médio (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A valorização do dólar acompanhou a turbulência: às 12h38, a moeda norte-americana subia pouco mais de 3% frente ao real, alcançando R$ 5,33. Na máxima do dia, registrada às 12h22, o dólar chegou a R$ 5,34.

A reação intensa dos mercados de ações e câmbio decorre da escalada do conflito no Oriente Médio, que completa quatro dias de confrontos entre Estados Unidos, Israel e Irã — iniciados no sábado (28/2). Os investidores temem uma crise energética profunda em razão da explosão dos preços do petróleo, o que poderia gerar amplas consequências negativas para a economia global, com destaque para pressões inflacionárias.

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Pela manhã, às 8h30, o barril do petróleo Brent — referência internacional — operava em alta de 8,26%, cotado a US$ 84,20. As projeções mais pessimistas apontam para a possibilidade de o preço atingir US$ 100, configurando um choque de oferta de energia.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, avaliou o cenário como um retorno ao modo risk-off (aversão ao risco) nos mercados globais: “A alta do petróleo e do gás natural, somada à abertura das taxas globais de juros, reforça o temor de choques de oferta e pressões inflacionárias adicionais, especialmente diante de uma eventual interrupção prolongada no fluxo de energia do Golfo”.

Segundo o analista, o ambiente de maior incerteza pressiona os treasuries (títulos da dívida pública dos Estados Unidos), provoca perdas expressivas em bolsas desenvolvidas e emergentes e atinge diretamente ativos de alta liquidez no Brasil, como ações de bancos. Há ainda saída de capital estrangeiro do país.

“O pano de fundo é um mercado que passa a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla”, afirmou Shahini. “Isso aumenta a volatilidade e reduz o apetite por ativos de maior risco.”

Com informações do portal Metrópoles.

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