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Guerra e crise do petróleo pressionam juros e Tesouro volta a pagar 14% ao ano
Termômetro da Política
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As taxas de juros do Tesouro Direto registraram forte alta na manhã desta sexta-feira (6), impulsionadas pela nova onda de aversão ao risco nos mercados globais, alimentada pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela disparada do preço do petróleo.

Títulos atrelados à inflação (IPCA+) seguem movimento de alta acentuada (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A curva de juros prefixados abriu em alta generalizada. O Tesouro Prefixado 2029 subiu 28 pontos-base, alcançando 13,35%, enquanto o Prefixado 2032 avançou 22 pontos, para 13,88%. Na ponta mais longa da modalidade prefixada, o título com juros semestrais 2037 retomou o patamar de 14,00%, após fechar a sessão anterior em 13,81%.

Entre os títulos atrelados à inflação (IPCA+), o movimento também foi de elevação acentuada. O IPCA+ 2032 pagou 17 pontos-base a mais, chegando a 7,77% de juro real. O IPCA+ 2037 passou de 7,42% para 7,60%, o IPCA+ 2040 subiu de 7,13% para 7,30%, o IPCA+ 2045 avançou de 7,14% para 7,28% e o IPCA+ 2050 foi de 6,86% para 6,98%. O título mais longo disponível, o IPCA+ 2060, registrou alta de 7,05% para 7,20%.

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A pressão nas taxas acompanha o avanço acelerado do petróleo. O Brent ultrapassou US$ 86 por barril e o WTI chegou a US$ 89, caminhando para o maior ganho semanal desde 2022. A commodity é impulsionada pelo risco de interrupção do transporte de energia no Golfo Pérsico, com o tráfego no Estreito de Ormuz praticamente interrompido, conforme centros de monitoramento naval.

A tensão na região aumentou após novos bombardeios, incluindo ataques a Beirute e a intensificação das operações militares lideradas por Israel e Estados Unidos.

Com a alta do petróleo e a maior incerteza global, os investidores passaram a exigir prêmios mais elevados nos títulos de renda fixa, o que pressiona as taxas em todo o mundo. No Brasil, o movimento também reflete a valorização do dólar frente ao real e a queda dos ativos de risco, com o Ibovespa futuro operando em baixa nesta manhã, em linha com o clima de cautela internacional.

Com informações do portal InfoMoney.

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