A transição para fontes limpas de energia avança em ritmo acelerado e reforça a viabilidade econômica dessa escolha para os próximos anos. Levantamento da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) mostra que os preços de geração solar, eólica e de sistemas de armazenamento em baterias registraram quedas significativas nos últimos 15 anos e devem continuar caindo ao longo da próxima década.

Entre 2010 e 2024, o custo da energia solar fotovoltaica caiu 87%. No mesmo período, a energia eólica onshore registrou redução de 55%. A maior variação ocorreu no segmento de armazenamento em baterias, cujos preços despencaram 93%.
Como consequência direta, o custo médio da energia renovável firme recuou de US$ 100 por megawatt-hora (MWh) em 2020 para uma faixa entre US$ 54 e US$ 82/MWh em 2025. Esse movimento atrai novos investimentos e acelera a substituição de fontes fósseis em diferentes países.
Projeções para a próxima década
As estimativas da agência internacional apontam para uma trajetória ainda mais favorável até 2035. Os analistas preveem queda adicional de aproximadamente 30% nos custos até 2030 e de quase 40% nos cinco anos seguintes. Com a confirmação dessas projeções, o preço médio da energia limpa pode atingir o patamar de US$ 50/MWh nos países com maior eficiência energética.
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No Brasil, a redução de custos impulsiona o desenvolvimento econômico e a modernização industrial. O novo cenário de preços torna mais acessíveis os sistemas de microgeração, gerando alívio no orçamento de consumidores comerciais e residenciais.
“Nesse ecossistema de inovação, o avanço de soluções integradas em fontes limpas facilita a transição de parceiros de negócios para matrizes sustentáveis”, destaca o levantamento.
A mudança também contribui para mitigar impactos financeiros e riscos operacionais causados pelas oscilações de tarifas e acionamentos de bandeiras tarifárias das fontes tradicionais, sustentando projeções de economia integrada bilionária para o setor corporativo.
Desafios e caminhos para o setor no país
Para aproveitar o ciclo de barateamento projetado, o Brasil precisa aprimorar sua infraestrutura de distribuição. Lideranças da EcoPower defendem que a expansão sustentável exige descentralização e forte investimento tecnológico integrado à realidade das redes elétricas nacionais.
A CEO de estratégias do Grupo EcoPower, Náchila Oliveira, ressalta que o crescimento de novos projetos e o avanço de matrizes inteligentes desempenham papel fundamental para otimizar os sistemas interconectados e aliviar o consumo nas redes.
Com informações do Valor Econômico.