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Michelle Bolsonaro declara apoio a Caroline de Toni em meio a impasse do PL sobre disputa para o Senado em SC
Termômetro da Política
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) manifestou apoio público à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) nesta quarta-feira (4), em meio ao impasse interno do partido sobre a disputa pela vaga ao Senado em Santa Catarina.

Michelle compartilhou imagens ao lado de Caroline e também do ex-presidente Jair Bolsonaro com a deputada
Michelle compartilhou imagens ao lado de Caroline e também do ex-presidente Jair Bolsonaro com a deputada (Foto: Reprodução/Instagram)

Em publicações no Instagram, Michelle compartilhou imagens ao lado de Caroline e também do ex-presidente Jair Bolsonaro com a deputada. Ao comentar as fotos, a presidente do PL Mulher sinalizou respaldo político à catarinense e indicou que ela conta com o apoio do casal Bolsonaro: “Estaremos com você”.

A declaração ocorre em um momento delicado para Caroline, que relatou a interlocutores ter ouvido do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que não haveria espaço para sua candidatura ao Senado pela legenda. O partido pretende cumprir acordo para lançar o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) e apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC) nas duas vagas em disputa neste ano.

Nos bastidores, Valdemar sustenta que precisa cumprir acordo com o presidente do PP, Ciro Nogueira, para apoiar Amin. Pessoas próximas ao presidente do PL também afirmaram que o partido não pretende contrariar Jair Bolsonaro e, portanto, se vê levado a lançar Carlos ao Senado no estado.

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Caroline afirmou que manterá sua pré-candidatura ao Senado e cogita mudar de partido. Segundo a deputada, outras seis legendas já lhe fizeram convites: Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD. “Vou, porque eu estou bem nas pesquisas”, disse a deputada a jornalistas, em evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, em Brasília. “Eu me comprometi com deputados, com prefeitos, com todo mundo. Eu não tenho como voltar atrás, mesmo que eu perca”, acrescentou.

Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina que pretende se reeleger, disse à imprensa no mesmo evento que vai apoiar Carlos e Carol. A articulação levaria a uma “chapa pura” no estado, com candidatos a governador e às duas vagas do Senado do mesmo partido. No entanto, aliados de Jorginho afirmam reservadamente que ele também dificilmente conseguirá reverter a situação para Caroline dentro do partido.

Uma das alternativas oferecidas pelo PL foi a entrega da liderança do partido na Câmara à deputada em troca de sua desistência, mas ela recusou. Outra possibilidade seria um diálogo direto de Jorginho com Bolsonaro, que está preso na Papudinha, em Brasília. Porém, aliados afirmam que o ex-presidente não desistirá de lançar o filho, enquanto Amin representa um apoio importante para Jorginho, com estrutura partidária forte e histórico político como prefeito, governador e dois mandatos no Senado.

A terceira vaga catarinense no Senado é ocupada atualmente por Jorge Seif (PL-SC), com mandato até 2029. A deputada Carol de Toni é a primeira nas pesquisas e tem a simpatia do eleitor catarinense por defender uma agenda conservadora, especialmente após presidir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A chegada de Carlos Bolsonaro ao cenário criou uma onda que favoreceu Caroline, com militantes e lideranças da direita local defendendo que “catarinenses devem votar em catarinenses”.

Caso não concorra pelo PL, Caroline sinalizou que trocará de partido. As pesquisas indicam que ela seria a mais votada, e o PL perderia uma parlamentar no Senado — justamente a instituição que o partido pretende usar para fazer contraponto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 2027.

Caroline de Toni deve se reunir nesta quarta-feira com Valdemar Costa Neto e o governador Jorginho Mello, em Brasília, para tratar do impasse.

Com informações do Estadão.

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