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PSOL sonda Taty Valéria para vice na chapa com Olímpio Rocha para o Governo da Paraíba
Termômetro da Política
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A jornalista e ativista dos direitos das mulheres Taty Valéria foi sondada recentemente por integrantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) da Paraíba para o cargo de pré-candidata a vice na chapa para disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano, encabeçada pelo advogado Olímpio Rocha, que deverá ser confirmada neste sábado (28).

Olímpio Rocha e Taty Valéria
Olímpio Rocha e Taty Valéria (Foto: Reprodução)

Caso se confirmasse, a chapa seria ‘puro sangue’, visto que ambos são filiados ao PSOL. Taty Valéria disse sentir-se honrada, mas não considera a possibilidade.

“Me sinto honrada em ter meu nome cogitado. Significa que meu trabalho está sendo reconhecido. Mas o fato é que não tenho e nem nunca tive pretensões políticas e não cheguei a pensar nisso como uma possibilidade”, afirmou.

Taty Valéria é jornalista, assessora de imprensa e criadora do projeto Paraíba Feminina, maior portal feminista da Paraíba e um dos maiores do Nordeste. O portal é reconhecido por matérias que denunciaram abusadores e e a jornalista ganhou destaque nacional. Em 2024, foi palestrante no Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Abraji, onde abordou a cobertura jornalística do feminicídio no Brasil.

Federação e diretório estadual

A partir desta sexta-feira (27), o posicionamento do partido nas eleições deste ano deve ser definido. Hoje à noite acontece a reunião da federação PSOL-Rede, com a presença da presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi. Amanhã o partido realiza uma reunião do diretório estadual, em formato de plenária aberta a todos os filiados.

Conforme antecipado pelo Termômetro da Política, a plenária do PSOL deve confirmar a pré-candidatura de Olímpio Rocha ao Governo da Paraíba nas eleições deste ano. No entanto, fontes consultadas pela reportagem temem que a Rede, maioria na federação em âmbito estadual, queira abrir mão de candidatura própria para compor com Cícero Lucena (MDB) ou Lucas Ribeiro (PP), ambos posicionados mais à direita. Com a disposição de uma pré-candidatura viável e já posta, tal manobra poderia levar a tensão partidária à executiva nacional.

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