O Diretório Nacional do PSOL aprovou, neste sábado (7), resoluções que oficializam o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições de 2026 e a renovação da federação partidária com a Rede Sustentabilidade pelos próximos quatro anos. As decisões foram tomadas em reunião que reforçou a prioridade estratégica do partido no enfrentamento à extrema-direita.

A resolução que sinaliza o apoio a Lula destaca a trajetória consistente do PSOL desde o impeachment de Dilma Rousseff em 2016. “Desde a virada na conjuntura brasileira, com o golpe contra Dilma Rousseff, o PSOL assumiu a responsabilidade histórica de fortalecer a unidade das esquerdas para resistir aos retrocessos e reconstruir o Brasil. Com essa bússola, lutamos contra o governo Temer e as suas reformas, construímos uma oposição incansável ao governo Bolsonaro e apoiamos Lula, desde o primeiro turno, em 2022”, afirma o texto aprovado.
Leia também
Trump anuncia em Miami coalizão militar com 12 países latino-americanos
O partido reiterou que não apresentará candidatura própria à Presidência no primeiro turno, priorizando a unidade das forças populares para isolar o bolsonarismo. “Esse processo de diálogo deve envolver elementos programáticos, afinal a amplitude necessária para isolar o bolsonarismo precisa se combinar com o entusiasmo e o engajamento dos setores populares em defesa de um projeto de país justo e soberano”, afirmam os dirigentes nacionais.
Paralelamente, o PSOL reforçou o compromisso com a renovação da composição do Congresso Nacional, hoje majoritariamente controlado pelo Centrão e pela extrema-direita. “O Congresso não é um poder neutro, hoje ele funciona como escritório político dos bancos, do ruralismo e dos donos do capital. Ampliar as bancadas de parlamentares combativos e socialistas do PSOL pelo país é uma necessidade para virar o jogo em favor do andar de baixo”, diz trecho da resolução.
A direção nacional também aprovou a continuidade da federação PSOL-Rede por mais quatro anos. O balanço da experiência dos últimos quatro anos foi considerado positivo, tanto para superar a cláusula de barreira quanto para ampliar as bancadas federais e estaduais com autonomia política e maior diversidade na esquerda. “Construímos unidade em temas centrais e estabelecemos diálogos ponderados para lidar com as diferenças. Seguimos crescendo com consistência programática num contexto adverso para o conjunto das esquerdas”, destaca o documento.
A resolução finaliza afirmando a consolidação da identidade do partido: “O PSOL vem se afirmando com uma identidade política e combativa reconhecida na sociedade capaz de dialogar com diferentes setores e representar causas fundamentais do povo brasileiro, cumprindo não só um papel nesta conjuntura mais imediata, mas tendo muito a oferecer ao futuro da esquerda brasileira”.
Fonte: PSOL