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João Campos oficializa pré-candidatura ao governo de Pernambuco com Marília Arraes na chapa para o Senado
Termômetro da Política
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), oficializou nesta sexta-feira (20) sua pré-candidatura ao governo de Pernambuco nas eleições de 2026. O ato ocorreu no bairro do Pina, Zona Sul da capital, e contou com a presença de aliados políticos de diferentes partidos.

Chapa será composta por Marília Arraes para o Senado, João Campos para o governo e Carlos Costa de vice (Foto: Reprodução/Instagram)

Carlos Costa (Republicanos), irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi anunciado como candidato a vice na chapa. A pré-candidata ao Senado é a ex-deputada federal Marília Arraes, prima de João Campos, que se filiou ao PDT na quarta-feira (18) para disputar a vaga.

Cotado para outra vaga ao Senado na Frente Popular de Pernambuco, o senador Humberto Costa (PT) não compareceu ao evento. Ele cumpria agenda no Sertão pernambucano, visitando nove municípios da região.

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No discurso, João Campos relembrou sua trajetória política e mencionou a eleição como deputado federal em 2018, quando foi o mais votado de Pernambuco, com 460.387 votos. Ele afirmou que pretende percorrer todo o estado.

“Vou nos vilarejos, nos distritos, na zona rural, nas pequenas cidades e nas grandes cidades, fazer o debate olho no olho, apresentar o que há de melhor para o nosso estado e, principalmente, saber ouvir. Saber ouvir as pessoas, construir uma frente ampla, poder fazer o que a gente faz aqui em Recife”, declarou.

Campos também recordou o pai, o ex-governador Eduardo Campos, morto em campanha presidencial há exatos 20 anos, e destacou a intenção de reproduzir o período em que ele e o presidente Lula governaram Pernambuco e o Brasil.

“A gente viu o tempo que Lula e Eduardo cuidaram de Pernambuco e do Brasil e a gente vai reinaugurar esse tempo. A gente vai poder mostrar ao povo que não adianta você ter briga política, você ter uma construção de perseguição a adversários, de carregar ódio no corpo. Eu estou feliz, estou cheio de esperança e estou muito orgulhoso”, afirmou.

A composição da chapa foi definida em viagem de João Campos a Brasília na quarta-feira (18), durante reunião com os presidentes nacionais do PDT e do PT, Carlos Lupi e Edinho Silva, respectivamente.

A decisão ocorreu após meses de especulações envolvendo outros nomes, como Silvio Costa Filho e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que também pleiteavam vagas ao Senado. Da Fonte chegou a conversar com a governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição e recebeu apoio do União Brasil no mesmo dia.

No mesmo dia, o União Brasil anunciou a pré-candidatura ao Senado do presidente estadual do partido, Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, após reunião com líderes dos dois partidos em Brasília, incluindo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

O evento de lançamento contou com a presença dos ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Wolney Queiroz (Previdência Social), que preside o PDT em Pernambuco, além de Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), presidenta nacional do PCdoB, e da senadora Teresa Leitão (PT).

Sobre a ausência de Humberto Costa, Teresa Leitão explicou: “A prioridade explicitada pelo presidente Lula é a reeleição de Humberto Costa, pelo que ele significa não apenas para o PT, mas para o estado de Pernambuco”.

“A reivindicação que nós fizemos ao pré-candidato João Campos, como também apresentamos a reivindicação de não haver candidatura avulsa”.

“Está faltando apenas o afundamento da instância partidária, porque, de fato, e isso é público e notório, existem lideranças do PT que têm frequentado o palanque da governadora [Raquel Lyra]”.

A definição final da composição da chapa deve ocorrer no dia 28 de março, segundo a senadora.

Com informações do portal g1.

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