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Caiado busca enfrentar polarização na disputa pela Presidência da República
Termômetro da Política
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), considerou que o nível de polarização política no Brasil atingiu um ponto insustentável. A declaração foi feita nesta terça-feira (31), em entrevista ao programa Em Ponto, da Globonews. Caiado, que teve sua pré-candidatura à Presidência da República oficializada pelo PSD na última segunda-feira (30), afirmou que o brasileiro não tem esse traço em sua personalidade. “O brasileiro não tem esse traço na sua personalidade e no seu dia a dia. É isso que eu posso mostrar com a trajetória que acumulei e que cheguei ao segundo mandato com aprovação de 88%”, disse.

Participação de Caiado no encontro está alinhada ao plano de ampliar relações internacionais, atrair investimentos e fortalecer a atuação de Goiás em setores considerados estratégicos
“Não podemos cometer a mesma falha que o PL cometeu”, disse Ronaldo Caiado (Foto: Divulgação/Governo de Goiás)

O governador goiano defendeu que não se governa com enfrentamento constante. “Não se governa com enfrentamento, se governa construindo a paz. Brigando todo dia não chega a lugar nenhum. O importante é mostrar para o Brasil que o próximo presidente vai ganhar do Lula no segundo turno. Não podemos cometer a mesma falha que o PL cometeu. Eu fui eleito, reeleito e o PT não existe como opção em Goiás porque a gestão é boa”.

Questionado sobre o que o diferencia do outro pré-candidato da direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL), Caiado, que é médico de formação, comparou o Brasil a um paciente. “Para chegar à presidência em um momento complexo como esse, você tem que ter autoridade moral para sentar com o presidente da Câmara, do Supremo, poder chamar a todos e poder dar um norte para o país e governar. Você tem que saber no debate quem tem conteúdo. O eleitor vai escolher o médico que vai operar o seu filho, não é pelo número nem pelo desastre dos outros que operaram e deram maus resultados, mas por aquele que tem capacidade de fazer um bom atendimento e bom resultado”.

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Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, senador e governador reeleito de Goiás. Esta é a segunda vez que ele concorre à Presidência da República, a primeira foi em 1989.

No seu primeiro discurso após o anúncio oficial da candidatura, Caiado afirmou que pretende romper com a polarização e que sua primeira medida, caso eleito, será conceder anistia ampla, geral e irrestrita a todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. “Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla, geral e irrestrita. Eu vim com esse objetivo, é de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma mostra que a partir dali, eu vou cuidar das pessoas. Posso afirmar a todos vocês que a polarização não é um traço da política nacional”.

Ronaldo Caiado oficializou sua filiação ao PSD no dia 14 de março, em Jaraguá (GO). Na ocasião, apresentou o vice-governador Daniel Vilela como seu pré-candidato à sucessão no governo estadual. Três governadores disputavam a indicação do partido: Caiado, Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Ratinho Júnior desistiu na semana passada, e Leite manifestou discordância com a escolha, afirmando que ela tende a manter a polarização.

Com o lançamento da candidatura de Caiado, o PSD passa a ter seu nome oficializado na disputa presidencial. Atualmente, há pelo menos cinco pré-candidatos à Presidência da República: o presidente Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã).

Com informações do portal g1.

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