O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), no governo. A orientação foi transmitida ao ministro em reunião realizada na última semana. A permanência de Silveira no cargo impede que ele dispute uma vaga ao Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026, cenário que poderia gerar atritos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A decisão faz parte da estratégia do Planalto para ampliar as chances de aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos pontos colocados por Alcolumbre como condição para destravar a tramitação do nome de Messias foi exatamente o afastamento de uma eventual candidatura de Silveira em Minas.
Mesmo com o gesto, não há garantia de que Messias consiga ser aprovado no Senado. A relação entre Alcolumbre e Silveira está desgastada há meses, principalmente por divergências sobre indicações para agências reguladoras — Silveira resistiu a nomes sugeridos por Alcolumbre e manteve quadros de sua confiança, especialmente na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) — e por desentendimentos sobre as regras da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), base de programas como o Luz para Todos.
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Alcolumbre busca evitar que Silveira, que tem bom trânsito no Congresso, entre na disputa mineira. Em 2022, quando havia apenas uma vaga ao Senado, o ministro ficou em segundo lugar, com 3,67 milhões de votos, atrás de Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), eleito com 4,26 milhões. Em 2026, serão duas vagas em disputa.
Também houve pressão do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), aliado de Alcolumbre e potencial candidato ao governo de Minas. Apesar da relação próxima no passado — Silveira foi chefe de gabinete de Pacheco no Senado —, os dois se distanciaram. Pacheco indicou a Lula que não deseja dividir palanque com o ministro e mudou de partido, saindo do PSD para o PSB.
Lula acatou as condições e atuou nos bastidores para que Silveira continue no governo. Com isso, o ministro abre mão de uma candidatura competitiva para preservar a articulação política do Planalto.
Em reunião na semana passada, Lula definiu quatro frentes de atuação para Silveira a partir de sua permanência no cargo:
Com informações do portal Poder 360.