O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de 70 anos, confirmou que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 por Goiás. Em entrevista, ele afirmou que a decisão de voltar às urnas tem como objetivo ampliar a bancada petista e dar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional.

Delúbio negou ter cometido irregularidades tanto no caso conhecido como mensalão quanto nas investigações da Lava Jato. “Não me arrependo de nada porque não fizemos nada de errado”, declarou.
O petista foi condenado no processo do mensalão a seis anos e oito meses de prisão por corrupção ativa. Ele cumpriu parte da pena, incluindo um período em prisão domiciliar, e recebeu indulto em 2016. Na Lava Jato, foi condenado a seis anos de prisão sob a acusação de obter empréstimos fraudulentos. A prisão foi revogada em 2019 pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2023, o Superior Tribunal de Justiça anulou a condenação, entendendo que o caso deveria ter tramitado na Justiça Eleitoral.
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Apesar das condenações, Delúbio sustenta que não cometeu crimes e minimiza os episódios como parte do jogo político. Ele também foi expulso do PT em 2005 e retornou ao partido em 2011.
O ex-tesoureiro não é o único nome ligado ao mensalão que pretende disputar a Câmara em 2026. O ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado federal João Paulo Cunha também anunciaram intenção de concorrer.
Delúbio disse que o retorno de nomes que enfrentaram processos tem como foco o fortalecimento da bancada petista no Congresso. Segundo ele, não se trata de buscar qualquer tipo de reparação pessoal.
Com informações da Folha de S.Paulo.