O PT protocolou nesta quarta-feira (23) no gabinete do ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF), pedido de inquérito da Polícia Federal sobre atuação estrangeira a favor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Se ficar comprovado abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação ligado a essa interferência, o partido quer a cassação da chapa.

A lei brasileira admite declaração ideológica de líder de outro país, mas barra suporte operacional, serviço ou impulsionamento pago do exterior.
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Outra ponta é a oferta gratuita, na Academia da Direita — plataforma do PL e do Instituto Álvaro Valle, fundação do partido —, de documentários e cursos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento. O levantamento da petição aponta ao menos oito filmes do Brasil Paralelo e três do Quinto Elemento sem contrato, despesa ou pagamento nas contas. Material que as empresas vendem aparece de graça no ambiente partidário. Para o PT, isso pode ser doação de bem ou serviço cujo dinheiro e origem precisam ser explicados.
No Quinto Elemento, o texto descreve cadeia societária das brasileiras Patrística Brasil e Produções 5 Elemento com as estrangeiras Patristica Invest LLC e Zeitgeist MKM Corp. A hipótese é que as nacionais tenham intermediado recurso ou serviço pago pelas controladoras lá fora.
O partido pede a abertura dos registros contábeis e questiona o uso da fundação, mantida com verba pública de pesquisa e educação política, para promover Flávio e atacar Lula.
Com informações do Diário de Pernambuco.