Às 21h50 deste domingo (4), o PL já tinha 19 cadeiras no Senado e estava perto de mais duas. Das 54 vagas em disputa, 30 eleitos devem sair do partido e de aliados que pediram voto para Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. É o segundo melhor desempenho desde a redemocratização. Em 1986, no governo Sarney e na carona do Plano Cruzado, o então PMDB elegeu 38 senadores.

A bancada declaradamente bolsonarista — PL e aliados — deverá ter ao menos 44 senadores, podendo chegar a 46. O quadro favorece Flávio se ele vencer Lula (PT) no segundo turno. Se o petista prevalecer, chega ao quarto mandato minoritário na Casa. Somados aos nove senadores com mandato até 2031, o partido de Jair Bolsonaro fica entre 28 e 30 nomes e é o grande vencedor da disputa.
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Esse bloco basta para eleger o presidente do Senado e para aprovar ou rejeitar a maioria das matérias: a maioria absoluta é de 41 votos. Não basta para o impeachment de ministro do Supremo, pauta do bolsonarismo raiz. A Constituição exige dois terços, 54 dos 81. Emenda constitucional pede 49, três quintos. Para cassar Alexandre de Moraes, o campo bolsonarista precisaria de integrantes do centrão que não embarcaram na campanha de Flávio no primeiro turno. Centrão, aqui, é o nome genérico de MDB, PSD, União Brasil, Progressistas e Republicanos, partidos que costumam integrar bases governistas. Os não declaradamente bolsonaristas desse grupo somarão 14 senadores na próxima legislatura, dez deles eleitos neste domingo.
A família Bolsonaro terá dois representantes: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente. O PL fez dobradinha no Distrito Federal, com Michelle e Bia Kicis, e em quatro estados: Rio, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
Com informações do portal UOL.