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Ação no TSE pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por propaganda irregular com as redes de Pablo Marçal
Termômetro da Política
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O perfil de Pablo Marçal no Instagram, com mais de 14 milhões de seguidores, é o alvo da liminar pedida pela campanha de Lula (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação de investigação, protocolada nesta quinta-feira (8), busca cassar a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) por suposto uso irregular das redes do ex-coach para propaganda eleitoral e informações falsas. Depois de o TSE barrar a candidatura de Marçal à Presidência, ele anunciou apoio ao filho de Jair Bolsonaro no segundo turno.

Pablo Marçal e Flávio Bolsonaro
Pablo Marçal e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)

A equipe jurídica do PT sustenta que Flávio comete irregularidade ao usar a página sem informar à Corte que ela se tornou conta oficial de campanha. Perfis de campanha estão sujeitos a restrições, como a vedação a recomendações algorítmicas, o que não ocorre com a conta de Marçal, segundo a representação. O uso configuraria abuso dos meios de comunicação. Nos últimos dias, o influenciador publicou uma montagem com áudios de uma ligação de 2016 entre Lula e o então prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que induz o ouvinte a concluir que o petista não gosta dos evangélicos.

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“As estratégias adotadas e que são combatidas na ação são uma repetição daquilo que Pablo Marçal já fez na eleição 2024: utilização de ampla penetração nas redes sociais para disseminar desinformação e deep fakes”, explica o advogado Michel Bertoni Soares, um dos autores da ação. Segundo a peça, o ex-coach repete o que fez na campanha para prefeito de São Paulo em 2024.

Outro pedido é o bloqueio do site B22token, revelado pela Folha de S.Paulo, que dá criptomoedas a quem compartilhar a mensagem B22 e conteúdos que incentivam o voto em Flávio. A coligação quer que o TSE impeça pagamento ou promessa de recompensa condicionada a publicação eleitoral e investigue a suposta ligação de Marçal com o esquema. Em outra frente, pediu que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) apure o caso.

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A plataforma, no ar desde o início da semana, afirma apoiar o “voto 22” e diz ter como segunda causa a arrecadação para um grupo infantil de dança de Uganda, as HypersKids. Oferece tokens a quem compartilhar conteúdos do projeto. A iniciativa ganhou projeção depois de um perfil com cerca de 12,9 milhões de seguidores no Instagram. O idealizador e divulgador seria Kevim Guerra dos Santos Flores.

De acordo com o PT, uma carteira abastecida por uma conta da Binance criou o B22 na noite de terça-feira e, cerca de 20 minutos depois, transferiu 120 milhões de unidades para uma carteira apresentada como das HypersKids. Minutos depois, o perfil das crianças publicou um vídeo em que elas usam camisetas com a marca B22 e pedem voto no número 22. A legenda anunciava o recebimento dos tokens e convidava os seguidores a aprender como ganhar a criptomoeda “inspirando outras pessoas a votar 22”.

O site criou ainda um airdrop que prevê 30 mil B22 para cada uma das primeiras mil pessoas que publicarem divulgação no X, no Instagram ou no TikTok. A página orienta a comprar o token, compartilhar o projeto, enviar o link para validação e informar a carteira digital. Para a equipe jurídica, a estrutura pode caracterizar o crime do artigo 334 do Código Eleitoral, o uso de “organização comercial de vendas, distribuição de mercadorias, prêmios e sorteios para propaganda ou aliciamento de eleitores”, na prática, compra de votos. Outro ponto é a utilização de perfil estrangeiro para propaganda em língua inglesa, conduta também vedada.

Com informações da Carta Capital.

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