A distância entre Flávio Bolsonaro (PL)e Lula (PT) caiu de 6 para 2 pontos nos votos válidos, segundo a pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13). O senador do PL tem 51% e o presidente, 49%. Os dois estão empatados dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. O levantamento foi feito de 10 a 12 de outubro. Em cinco dias, Lula avançou 2 pontos e Flávio recuou na mesma proporção. Flávio continua numericamente à frente, mas a vantagem construída logo depois das urnas diminuiu.

No primeiro turno, Flávio teve 47,03% e Lula, 45,16%, diferença de 1,87 ponto. A pesquisa registra quase a mesma distância agora. A rodada anterior, de 8 de outubro, mostrava 53% a 47%.
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O resultado do primeiro turno havia deixado a campanha de Lula numa UTI eleitoral. Flávio passou a ditar o ritmo, formalizou apoios partidários e começou a negociar espaços num eventual governo. Em Brasília, havia quem tratasse o segundo turno como formalidade. Uma equipe de resgate formada por jovens deputados eleitos e por uma onda de artistas que declararam apoio a Lula nas redes, e cobraram que outros fizessem o mesmo, entrou em ação. O presidente intensificou a presença digital e adotou comunicação menos convencional. A nova estratégia desagrada a petistas tradicionais, mas coincide com os primeiros sinais de recuperação.
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No domingo (11) e na segunda (12), manifestações organizadas pelo PT levaram apoiadores às ruas, com retomada dos discursos de soberania nacional e defesa da democracia. Foi demonstração de mobilização depois do abatimento da derrota no primeiro turno. A campanha do senador terá de lidar com disputa mais apertada do que a sugerida pelo primeiro levantamento do segundo turno. Faltam menos de duas semanas. A questão é saber se a reanimação petista seguirá em alta ou se foi só um sinal passageiro.
Lula preserva preferência em segmentos estratégicos. Entre as mulheres, registra 53% contra 39% de Flávio. O senador vai melhor no Centro-Oeste (55%) e no Sul (61%) e entre os que cursaram o ensino médio (52%).
A oscilação positiva das intenções de Lula não alterou a rejeição. Na nova rodada, 46% dizem que não votariam “de jeito nenhum” no petista, a mesma taxa da semana anterior. Entre os que rejeitam Flávio, a taxa subiu 1 ponto, de 43% para 44%. A rejeição ganha mais peso no segundo turno, quando os eleitores dos candidatos que ficaram fora precisam escolher.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados por ligações para celulares e telefones fixos: 3.000 entrevistas em 686 municípios das 27 unidades da Federação. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-01209/2026.
Com informações do portal Poder 360.