A região Sul do Brasil enfrenta, a partir desta sexta-feira (9), a formação do primeiro ciclone extratropical do ano. Segundo a Climatempo, o fenômeno tem origem em um centro de baixa pressão atmosférica que se forma entre o Paraguai e a Argentina, exercendo influência direta no extremo sul do território brasileiro. Embora o sistema traga riscos imediatos, a previsão indica que seus efeitos sobre o continente devem durar pouco.

O Rio Grande do Sul será o primeiro estado atingido, com foco inicial na região de Santa Vitória do Palmar. De acordo com a Defesa Civil do Estado, a expectativa é de temporais com chuva intensa em curto período, rajadas de vento e queda de granizo isolada entre a noite de hoje e a madrugada de sábado.
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja cobrindo todo o Rio Grande do Sul e as regiões sul e oeste de Santa Catarina. Para este sábado, o Inmet projeta chuvas entre 30 e 60 mm por hora, com ventos que podem variar de 60 a 100 km/h.
No estado gaúcho, 21 municípios estão sob vigilância redobrada, incluindo Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Passo Fundo, Caxias do Sul e o Chuí. Já em Santa Catarina, o Grande Oeste, o Planalto Sul e o Litoral Sul apresentam risco alto para destelhamentos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica. A instabilidade também deve atingir o Paraná, embora de forma mais amena.
O sistema começa a influenciar o estado de São Paulo neste sábado, especialmente nas áreas de divisa com o Paraná e ao longo da faixa leste paulista. Contudo, as temperaturas em solo paulista devem seguir elevadas: na capital, os termômetros oscilam entre 21°C e 33°C, enquanto o interior e o norte do estado podem registrar máximas de até 35°C.
A partir de domingo, o ciclone começa a perder força sobre o continente. Segundo o comunicado da Climatempo, o sistema se desloca para o leste no domingo e, já na segunda-feira, migra para o oceano, “diminuindo sua influência sobre o Sul do país” ao se afastar rapidamente.
A Defesa Civil e a Climatempo orientam que a população monitore os alertas oficiais. Em áreas de risco, as principais recomendações incluem: