O governador João Azevêdo (PSB) abriu oficialmente, nesta sexta-feira (9), a 41ª edição do Salão do Artesanato Paraibano, em João Pessoa. O evento, que segue até 1º de fevereiro, reúne 600 expositores em uma estrutura climatizada de 6.000 m² montada no estacionamento do Hotel Tambaú, na orla da capital paraibana. O tema desta edição, “Mosaico — Arte em cada parte”, faz referência a uma tipologia artística bastante presente nos monumentos da cidade.

O horário de visitação é das 16h às 22h, todos os dias da semana, e a entrada é solidária, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
Durante a solenidade de abertura, o governador destacou os avanços conquistados pelo artesanato paraibano nos últimos anos. Entre as iniciativas citadas estão as capacitações constantes, a criação de equipamentos especializados — como o Centro de Referência do Artesanato Paraibano (Crap), em João Pessoa, e o Centro de Referência da Renda Renascença (Crença), em Monteiro, no Cariri — e o suporte do Governo do Estado para a participação de artesãos em feiras nacionais e internacionais. Essas ações, segundo Azevêdo, geraram renda e elevaram a credibilidade do segmento, culminando no reconhecimento com o Selo de Excelência da Unesco.
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“Mais uma vez, batemos o recorde em relação aos Salões anteriores — com mais de 600 expositores nesta área gigantesca, fazendo com que essa arte tão genuína, que é o nosso artesanato, reconhecido mundialmente, seja ainda mais valorizada. Tenho certeza absoluta de que, bonito como está, o 41° Salão do Artesanato proporcionará grandes negócios. A gente tem de entender que este é um segmento extremamente importante na geração de renda”, afirmou o governador, ao lado da primeira-dama Ana Maria Lins, presidente de Honra do Programa do Artesanato Paraibano (PAP).
João Azevêdo também lembrou o cumprimento de uma antiga reivindicação do setor: “Ainda na primeira gestão, a grande reivindicação dos artesãos era que o Salão saísse do Espaço Cultural e viesse para a praia — lá em Campina Grande, que fosse realizado perto do Maior São João do Mundo. Desde então, assumimos esse compromisso, que seguirá sendo cumprido”.
O vice-governador Lucas Ribeiro (PP), acompanhado da segunda-dama Camila Mariz, reforçou a importância do evento como política pública. “O Salão do Artesanato representa a força do povo paraibano, a criatividade, porque cada peça aqui é única. Esse grande evento não é apenas essa festa como estamos vendo. É política pública de distribuição de renda, de diminuição das desigualdades”, declarou.
A secretária de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde), Rosália Lucas, enfatizou o potencial econômico e cultural do artesanato: “É com muita alegria que chegamos ao 41° Salão do Artesanato — o maior em estrutura e em número de participantes. É a grande oportunidade de geração de negócios e de renda, de mostrar ao nosso turista tudo o que de melhor produzimos na Paraíba, que tem um artesanato reconhecido mundialmente”.
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, classificou o salão como exemplo do avanço do estado: “É um prazer e uma alegria estar vivenciando esse momento importante para o nosso artesanato, para o nosso povo e para o nosso turista. É um evento excepcional, que mostra o compromisso do Governo com o nosso artesão, com a cultura popular”.
A gestora do PAP, Marielza Rodriguez, celebrou a evolução do evento: “Quando começamos, a gente tinha uma área coberta de 2.800 metros quadrados e a participação de 180 artesãos. Hoje, estamos numa megaestrutura de 6.000 metros quadrados e com a participação de 600 expositores. Isso só demonstra o quanto estamos no caminho certo”. Ela agradeceu ao governador e à primeira-dama pelos investimentos no segmento.
O superintendente interino do Sebrae-PB, Neto Franca, destacou a parceria contínua: “Este é um momento muito importante, em que o Governo da Paraíba e o Sebrae abrem mais uma edição do Salão do Artesanato, que dá oportunidade aos empreendedores paraibanos, mostrando a força do empreendedorismo na transformação da vida de centenas de famílias”.
Entre as novidades desta edição estão as peças criadas a partir de oficinas realizadas ao longo de 2025 em parceria com o Sebrae-PB, com participação de nomes como Ronaldo Fraga (crochê), Lu Azevedo (labirinto), Renato Imbroisi (renda renascença) e Sergio Mattos (cerâmica das louceiras de Cajazeiras, patrimônio imaterial do estado). A ampliação da estrutura para 6.000 m² permitiu aumentar o número de expositores de 500 para 600, ampliando as oportunidades de geração de renda.
A programação cultural ganhou reforço com o Projeto Quinta Delas, que dedica um dia da semana exclusivamente a cantoras e grupos femininos, com cerca de 30 atrações ao longo do salão.
Artesãos presentes expressaram satisfação com o evento. Maria Helena Pereira, que produz bordados com a família, contou: “Em outubro, a gente intensificou mais ainda o ritmo de trabalho para que, quando chegasse esse momento, tudo estivesse pronto. E graças a Deus deu tudo certo. Estamos com muitas peças, e esse contato com o público, com turistas, com amigos, não tem preço. Vender é muito bom, mas a troca dessa energia é melhor ainda”.
Tereza Santos, homenageada com o tema mosaico, destacou: “Ser homenageada neste Salão é uma honra. É uma honra não apenas porque valida o nosso trabalho, mas porque também nos oferece oportunidade, visibilidade, reconhecimento, impulsionando as vendas”.
Visitantes de fora do estado também elogiaram a qualidade e os preços. Líbano Ribeiro, de Americana (SP), disse: “Esse encontro com aquilo que eu considero a síntese da cultura paraibana, que é o artesanato, foi incrível. As peças de muita qualidade — sem falar no preço. Acabamos de adquirir uma peça que lá em São Paulo custaria uns R$ 2 mil; aqui foi R$ 980,00”.
Osmir Santos, decorador de eventos também de São Paulo, completou: “Estar num espaço como esse, para quem trabalha com decoração de eventos como eu, é inspiração, ver a riqueza de detalhes que eles colocam é fantástico”.
O 41° Salão do Artesanato Paraibano ocorre em dois períodos ao longo do ano — janeiro em João Pessoa e junho em Campina Grande —, aproveitando as altas temporadas turística e festiva, o que favorece tanto a geração de renda quanto o contato direto dos artesãos com o público local e visitantes.
Fonte: Secom-PB