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Adolescentes suspeitos de matar cão Orelha chegam ao Brasil após viagem aos EUA
Termômetro da Política
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Dois dos quatro adolescentes investigados pelo espancamento que levou à morte do cão comunitário Orelha chegaram ao Brasil nesta quinta-feira (29), após viagem aos Estados Unidos. A Polícia Civil de Santa Catarina informou que o retorno da dupla foi antecipado e monitorado em conjunto com a Polícia Federal, que identificou a mudança no voo.

Caso ganhou repercussão após o animal ser encontrado por uma moradora em estado grave, agonizando
Caso ganhou repercussão após o animal ser encontrado por uma moradora em estado grave, agonizando (Foto: Reprodução)

Os menores estavam em uma excursão programada para a Disney com outras 113 pessoas, viagem organizada antes do crime. A ação de monitoramento foi coordenada pela Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei e pela Delegacia de Proteção Animal da Capital, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto e da Polícia Militar catarinense.

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão de telefones celulares de dois dos quatro adolescentes suspeitos. Os jovens já foram intimados e deverão ser ouvidos nos próximos dias. A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que redes sociais removam fotos, vídeos e postagens que identifiquem os investigados. A decisão vale para plataformas como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok, que têm 24 horas para retirar o conteúdo do ar.

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A investigação aponta que a agressão ao cão Orelha não é o único ato infracional atribuído aos adolescentes. A delegada Mardjoli Adorian Valcareggi afirmou em coletiva anteontem: “Tem outros atos infracionais de ofensas a profissionais como porteiros, rondas e pessoas que trabalham na região. Teve situações envolvendo furtos e depredações de patrimônios. São vários atos conexos”.

Caso o envolvimento seja comprovado, os menores responderão por ato infracional, sujeitos a medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As punições variam de advertências, prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida até, em casos excepcionais, internação.

O cão Orelha, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava com outros animais de rua alimentados e cuidados pela comunidade, foi encontrado agonizando após receber pauladas na cabeça. Levado a um hospital veterinário, não resistiu à gravidade dos ferimentos e precisou ser eutanasiado.

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o caso desde 16 de janeiro. Três adultos, familiares dos jovens, foram indiciados por coação de testemunhas em outro inquérito.

Com informações do portal UOL.

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cão orelha