O banheiro tradicional japonês, conhecido como washiki, exige que o usuário fique de frente para a parede durante o uso. Esse posicionamento não é aleatório: ele é determinado pelo próprio design do equipamento, que fica no nível do chão e funciona no modelo de “agachamento”.

A bacia possui uma parte elevada frontal chamada “capuz” (kinkakushi), para onde o corpo deve se alinhar. A posição correta é de costas para a porta, com o usuário virado para a frente, alinhado com a inclinação da bacia e para o encanamento. O objetivo principal é evitar sujeira e contaminação.
Ficar virado para a frente reduz respingos e impede que a roupa toque superfícies sujas, facilitando a limpeza e a manutenção em locais públicos de alto fluxo, como estações de trem, escolas e parques. Apesar da popularização do estilo ocidental (yoshiki) em casas e hotéis modernos — com assentos aquecidos, jatos de água (Washlet) e sons para disfarçar ruídos —, o washiki resiste justamente pela durabilidade e higiene.
A privacidade também é reforçada pela posição do corpo. Virar as costas para a entrada da cabine — que muitas vezes não tem porta alta — aumenta a sensação de proteção. “As pessoas seguem o design porque parece correto. Virar-se para a frente persiste não apenas por tradição, mas porque ainda funciona”, analisa reportagem do Times of India.
O modelo tradicional continua presente em espaços públicos, enquanto os banheiros ocidentais no Japão apostam em tecnologia para maior conforto. A orientação do corpo, portanto, não é mero costume cultural, mas uma consequência prática do design que prioriza higiene, funcionalidade e privacidade.
Com informações do portal UOL.