A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor sertanejo Henrique (dupla Henrique & Juliano), foi solta após passar a noite em uma prisão nos Estados Unidos. Ela passou por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (3), quando a Justiça fixou a fiança. Amanda havia sido presa na segunda-feira (2) em Orlando, na Flórida. Ela responderá a três acusações na Justiça americana: um crime grave e duas infrações de menor gravidade.

Conforme o relatório policial, durante a abordagem, Amanda apresentou versões divergentes: primeiro disse que ouviu as luzes e a sirene, mas não tinha certeza de que eram direcionadas a ela; em seguida, afirmou que não ouviu nenhum sinal sonoro ou visual.
Amanda Vasconcelos é casada com Ricelly Henrique Tavares Reis, o Henrique da dupla sertaneja com Juliano, desde 2018. O casal tem dois filhos, Helena (6 anos) e Miguel (4 anos). Ela é filha do comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, o coronel Márcio Barbosa.
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Amanda foi detida após desobedecer a uma ordem de parada policial e dirigir com carteira de habilitação inválida. Segundo o relatório do Gabinete do Xerife do Condado de Orange (Orange County Sheriff’s Office), ela trafegava na região da South International Drive com a Daryl Carter Parkway, próxima ao parque Universal Orlando, ocupando simultaneamente duas faixas de rolamento, o que chamou a atenção de uma viatura.
Os policiais acionaram luzes e sirene, mas Amanda não obedeceu à ordem de parada. Ela continuou dirigindo até a própria residência em Orlando, onde foi abordada. No local, afirmou não ter percebido a tentativa de abordagem policial.
A principal acusação contra Amanda é pelo código 316.1935(2) da Flórida, que corresponde a “fugir ou tentar eludir a polícia com luzes e sirene ativas”. O delito é classificado como crime grave de terceiro grau (felony third degree) e é considerado uma conduta que coloca o público em risco.
As implicações desse crime incluem até 5 anos de prisão, multa que pode chegar a US$ 5.000, suspensão da carteira de motorista (geralmente de 1 a 5 anos) e registro criminal permanente.
A segunda acusação é pelo código 322.03, caracterizado por “dirigir em posse de uma carteira de habilitação inválida”. Esse delito é de menor gravidade em relação ao primeiro.
As consequências possíveis incluem penas máximas de 60 dias de prisão, multa em torno de US$ 500 ou liberdade condicional. Caso a pessoa apresente posteriormente uma carteira válida na Flórida, a acusação pode ser retirada ou transformada em multa administrativa. Nesse caso, foi arbitrada uma fiança de US$ 500 (aproximadamente R$ 2.620, na cotação atual), cujo pagamento ainda não foi confirmado.
As informações são baseadas na legislação do estado da Flórida.
Com informações do portal g1.