Um homem de 64 anos foi preso na noite de quarta-feira (4) na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, acusado de agredir fisicamente as filhas de 10 e 14 anos, se trancar com elas no apartamento da família e ameaçar atear fogo no imóvel após provocar vazamento de gás.

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, a mãe das jovens — companheira do homem há 14 anos — relatou que ele estava alterado, se recusava a abrir a porta e não aceitava diálogo.
Ainda segundo a polícia, o homem cortou propositalmente a mangueira do botijão de gás, causando vazamento intenso no interior do apartamento, e passou a ameaçar colocar fogo no local usando um isqueiro.
Diante do risco iminente de explosão e incêndio, o Corpo de Bombeiros e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram acionados para negociação. O prédio onde a família vive precisou ser evacuado para não colocar os vizinhos em perigo.
Após horas de conversa, o homem se rendeu voluntariamente e foi levado ao Pronto-Socorro Mandaqui para atendimento médico. Em seguida, foi encaminhado à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a ocorrência foi registrada.
Em depoimento, as vítimas relataram que o pai havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e passou a apresentar comportamento agressivo. Segundo as adolescentes, ele gritava palavrões, segurava uma faca e dizia que iria “exterminar todo mundo”. A filha mais nova contou que foi empurrada e bateu a cabeça na parede. A mais velha disse que tentou tirar a faca das mãos do pai e acabou sendo estrangulada.
As duas meninas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito. A perícia também foi solicitada no local.
A esposa do agressor informou à polícia que, nos últimos meses, ele passou a consumir bebida alcoólica em excesso, ficando agressivo. No dia da ocorrência, após beber aguardente, o homem teria iniciado as agressões e ameaças. Um vizinho precisou arrombar a porta do apartamento para permitir a saída das adolescentes.
A mãe das vítimas manifestou o desejo de representar criminalmente contra o companheiro e pediu medidas protetivas de urgência para ela e para as filhas. Ela foi orientada sobre a rede de proteção à mulher e sobre como buscar assistência jurídica e apoio psicossocial.
O caso está sob investigação na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher. Por conta da gravidade dos atos, a delegada responsável não quis fixar fiança para liberar o pai agressor.
Com informações do portal g1.