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Médico de Belo Horizonte é indiciado por estupro e violação sexual durante exames de imagem
Termômetro da Política
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A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um médico de 31 anos suspeito de abusar sexualmente de pelo menos duas pacientes durante procedimentos de exames de imagem em uma clínica no bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O profissional é proprietário do estabelecimento, cujo nome não foi divulgado.

Delegada Larissa Mascotte disse que o médico trancou a porta durante o exame (Foto: Reprodução/TV Globo)

O inquérito concluiu que o médico praticou os crimes de estupro e violação sexual mediante fraude. A prisão preventiva dele foi decretada pela Justiça após a ratificação da prisão em flagrante realizada pela Polícia Militar.

Uma das vítimas, de 18 anos, relatou que, durante exame de imagem do abdômen, o suspeito sugeriu um exame complementar: o ultrassom transvaginal. Segundo a delegada Larissa Mascotte, o médico seguiu com o procedimento.

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“No decorrer do exame, o médico teria colocado dois dedos na parte íntima dela, sem as luvas, e sem qualquer explicação prévia desse procedimento”, contou a delegada.

A paciente denunciou ainda que o médico chegou a expor o órgão genital e tentou forçar relações sexuais. Ela fugiu imediatamente e acionou a polícia. O médico foi preso em flagrante logo após a denúncia.

Durante as investigações, a Polícia Civil constatou que o suspeito não apresentou a gravação de imagens do exame vaginal da vítima, o que foi considerado uma das provas contra ele. Testemunhas, incluindo o sócio da clínica e enfermeiras, afirmaram desconhecer que o médico havia realizado o exame transvaginal e que, na rotina do estabelecimento, sempre eram informadas para apoiar em novos procedimentos necessários.

No decorrer das apurações, uma segunda vítima denunciou o mesmo médico, que teria agido de forma semelhante em dezembro do ano passado.

“O médico teria trancado a porta durante o exame de imagem, teria feito perguntas invasivas à respeito da vida sexual da vítima, teria chamado a paciente por ‘meu bem’, ‘meu amor’. (…) Teria também limpado as partes íntimas da vítima sem o consentimento dela, sem qualquer explicação adequada”, disse a delegada Larissa Mascotte.

Com informações do portal g1.

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