A prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24), após o município registrar o fevereiro mais chuvoso de sua história. O acumulado de precipitação atingiu 584 milímetros, quase quatro vezes a média histórica para o período na Zona da Mata.

O decreto, publicado em edição extraordinária, estabelece a situação excepcional pelo prazo de 180 dias.
Os temporais intensos provocaram 14 mortes, pelo menos 20 soterramentos e o transbordamento do Rio Paraibuna, deixando diversos bairros isolados até o momento. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o transbordamento do rio gerou mais de 40 chamados emergenciais em curto intervalo, envolvendo inundações, soterramentos e bloqueios de vias.
Entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24), a corporação registrou 211 ocorrências relacionadas a deslizamentos e riscos estruturais.
Mais de 20 militares, incluindo equipes especializadas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, foram mobilizados para operações de socorro com auxílio de materiais de salvamento e cães de busca. As ações prioritárias concentram-se na localização de vítimas e na retirada preventiva de moradores em áreas de risco geológico.
Devido às dificuldades de deslocamento e aos riscos à segurança, a prefeitura suspendeu as aulas na rede municipal de ensino nesta terça-feira.
A recomendação oficial é que a população evite sair de casa, exceto em casos de extrema necessidade, e busque abrigo seguro ao notar qualquer sinal de movimentação de terra.
Com informações da CNN.