O Brasil já acumula 88 casos confirmados de mpox em 2026, conforme dados atualizados do Ministério da Saúde e secretarias estaduais divulgados nesta terça-feira (24). O número representa um aumento em relação aos 81 casos reportados no início da semana, com a maioria dos registros concentrada em São Paulo (57 ocorrências), e a doença se espalhando para ao menos dois novos estados. Os casos são predominantemente leves ou moderados, sem óbitos registrados até o momento. O Ministério da Saúde monitora a situação, e o país soma agora 90 confirmações no ano, segundo balanços consolidados.

Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral infecciosa causada pelo vírus monkeypox (MPXV), da família Poxviridae, gênero Orthopoxvirus, que inclui também o vírus da varíola. Existem dois clados principais: clade I (com subclades Ia e Ib) e clade II (com subclades IIa e IIb). O surto global de 2022-2023 foi causado pelo clade IIb, enquanto os atuais surtos na República Democrática do Congo e outros países envolvem clados Ia e Ib, com o clade Ib detectado fora da África desde agosto de 2024. O reservatório natural do vírus é desconhecido, mas pequenos mamíferos como esquilos e macacos são suscetíveis. É uma doença infecciosa que pode causar erupção dolorosa, linfonodos inchados, febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nas costas e baixa energia; a maioria das pessoas se recupera completamente, mas algumas podem ficar gravemente doentes ou morrer.
Os sintomas geralmente começam dentro de uma semana, mas podem iniciar de 1 a 21 dias após a exposição, e duram tipicamente 2 a 4 semanas (podem ser mais longos em indivíduos com sistema imunológico enfraquecido). Sintomas comuns incluem erupção cutânea ou lesões mucosas, febre, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, baixa energia e linfonodos inchados.
A erupção frequentemente começa no rosto e se espalha pelo corpo, incluindo palmas das mãos e solas dos pés, ou inicia em áreas de contato como genitais; começa como uma lesão plana, evolui para uma bolha cheia de líquido (que pode coçar ou doer), depois seca, forma crosta e cai. Lesões podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo face, boca, garganta, virilha, áreas genitais e ânus; algumas pessoas experimentam inchaço retal doloroso (proctite), dor ou dificuldade para urinar (disuria) ou dor ao engolir. Nem todos os infectados desenvolvem sintomas, e alguns podem transmitir o vírus sem sinais, embora isso não seja totalmente compreendido. Grupos de maior risco para doença grave incluem crianças, gestantes e pessoas com imunossupressão, como aquelas com HIV não controlado.

Mpox se espalha principalmente por contato próximo com alguém infectado, incluindo contato pele a pele (tocar ou sexo), boca a boca ou boca a pele (beijo), ou interações face a face que geram partículas respiratórias infecciosas. Pessoas com múltiplos parceiros sexuais estão em maior risco. A transmissão também pode ocorrer via objetos contaminados como roupas ou lençóis, ou por lesões com agulhas em ambientes de saúde ou comunitários como salões de tatuagem. De animal para humano: mordidas, arranhões ou atividades como caça, abate, cozimento, brincar ou comer animais infectados. Durante gravidez ou parto, o vírus pode passar para o feto ou recém-nascido, potencialmente levando a perda de gravidez, natimorto, morte neonatal ou complicações maternas. Indivíduos permanecem infecciosos até que todas as lesões curem e uma nova camada de pele se forme.
Identificar mpox pode ser desafiador, pois se assemelha a outras infecções e condições, exigindo testes para confirmação. Diferenciais chave incluem: