As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, deixaram 37 mortos até a manhã desta quarta-feira (25). Ao todo, 33 pessoas continuam desaparecidas na região. A Defesa Civil determinou a evacuação de 600 famílias.

Em Juiz de Fora, o epicentro da tragédia, foram confirmadas 30 mortes e cerca de 3 mil pessoas estão desabrigadas. O volume de chuva acumulado em fevereiro atingiu 584 milímetros, o dobro do esperado para o mês e o maior registro histórico da cidade. Bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal e Parque Burnier foram severamente atingidos; neste último, 12 casas desabaram e mais de 10 pessoas continuam desaparecidas. A prefeita Margarida Salomão suspendeu as aulas na rede municipal e classificou o momento como “o dia mais triste do meu governo”.
A cidade de Ubá também registra uma situação crítica com sete mortos, incluindo um óbito por eletrocussão ocorrido quando um homem entrou em áreas alagadas. Na noite de segunda-feira (23), o transbordamento do Ribeirão Ubá tomou a Avenida Beira Rio e a força da enxurrada chegou a carregar caixões de uma funerária no Centro. Em Matias Barbosa, o decreto de calamidade visa agilizar o acesso a recursos federais e garantir o atendimento emergencial às famílias afetadas pelas enchentes.
As operações de socorro mobilizam o Corpo de Bombeiros, equipes da Defesa Civil, Polícia Militar e o Batalhão de Emergências Ambientais, que utiliza cães de busca para localizar soterrados no Bairro Cerâmica. O governo federal, por meio do Ministério da Defesa, foi acionado para fornecer apoio logístico, helicópteros para ações humanitárias e tropas para a desobstrução de vias e organização de abrigos temporários.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solidarizou-se com as vítimas por meio das redes sociais, enviando sentimentos às famílias que perderam entes queridos e lares. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, decretou luto oficial de três dias no estado em memória às vítimas da tragédia.
Com informações do portal g1.