O ator José Dumont foi preso na manhã desta quarta-feira (4) na zona sul do Rio de Janeiro, após condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão cumpre mandado judicial referente a fatos ocorridos em 2022.

Segundo registros do processo, Dumont levou para seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que trabalhava nas proximidades do prédio onde ele residia.
Nascido com sobrenome afrancesado por erro no registro em cartório — deveria ser Do Monte —, Dumont iniciou a carreira no teatro nos anos 1970 e ganhou destaque no cinema no final da década. Um de seus primeiros trabalhos foi em “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, clássico do cinema nacional, no qual interpretou o assassino do protagonista, vivido por Reginaldo Faria.
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Participou de cerca de 40 filmes, entre eles “Gaijin – Os Caminhos da Liberdade”, de Tizuka Yamazaki (1980), que lhe rendeu o Kikito de melhor ator coadjuvante no Festival de Gramado, e “O Homem que Virou Suco” (1981), de João Batista de Andrade, premiado novamente em Gramado, Brasília e Huelva (Espanha).
Ele já revelou ter se alfabetizado através da literatura de cordel e atuou em filmes fundamentais como “Memórias do Cárcere” (1984), de Nelson Pereira dos Santos, e “Morte e Vida Severina” (1977), de Zelito Viana, além de “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral.
Dividiu o set com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias nas comédias de Os Trapalhões nos anos 1980 e, mais recentemente, interpretou o empresário de duplas caipiras Miranda em “Dois Filhos de Francisco”, papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, em 2006.
Na televisão, construiu trajetória em novelas e séries de diferentes estilos: “Bandidos da Falange” (Globo, anos 1980), “Os Mutantes” (Record, início dos anos 2000), “Terra Nostra”, “Brava Gente”, “Mandacaru” e “Pantanal” (foi o pai de Juma Marruá na primeira versão, em 1990). Seu trabalho mais recente na TV foi em 2021, quando interpretou o Coronel Eudoro na novela “Nos Tempos do Imperador”, da Globo.
Com informações da Folha de S.Paulo.