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Sicário que trabalhava para Vorcaro é levado a hospital após tentar se matar na carceragem da PF
Termômetro da Política
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Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como coordenador operacional da estrutura de vigilância ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, tentou atentar contra a própria vida na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais. O episódio ocorreu nesta quarta-feira (4), horas após sua prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, atuava para Daniel Vorcaro
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, atuava para Daniel Vorcaro (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal informou que Mourão foi reanimado imediatamente pelos policiais responsáveis pela custódia e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Em seguida, foi encaminhado a um hospital para cuidados médicos. A corporação anunciou que abrirá processo interno para apurar as circunstâncias do fato.

De acordo com as investigações, Mourão atuava como ajudante direto de Vorcaro — preso na mesma operação — e era responsável pelo monitoramento de alvos e pela obtenção ilegal de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias aos interesses do grupo financeiro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreveu Mourão como “responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.

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A estrutura era conhecida internamente como “A Turma”, dedicada exclusivamente a vigiar e intimidar quem era visto como inimigo. Em mensagens trocadas com Mourão, Vorcaro ordenou, por exemplo, “moer essa vagabunda”, referindo-se a uma empregada que o estaria ameaçando.

A Operação Compliance Zero apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. As medidas judiciais incluem prisões preventivas, afastamento de servidores públicos e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estima que os ressarcimentos a clientes prejudicados pela crise do Banco Master, ligado a Vorcaro, devem ultrapassar os R$ 50 bilhões, o que pode representar a maior fraude financeira já registrada no país.

Fonte: Agência Brasil

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