Um policial civil foi preso nesta segunda-feira (9) em João Pessoa, acusado de ter baleado à queima-roupa um adolescente no bairro do Valentina na semana passada. A prisão ocorreu em cumprimento de mandado de prisão temporária expedido pela Vara de Garantias da capital paraibana, conforme confirmado pela Polícia Civil.

Durante a abordagem, a arma de fogo do suspeito foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para realização de perícia. O policial, identificado apenas como Fernando e lotado na 8ª Delegacia Distrital (Bairro das Indústrias), foi levado para a carceragem da Cidade da Polícia, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso ganhou repercussão após o próprio adolescente registrar o momento dos disparos com o celular. De acordo com o relato da família do jovem, na quinta-feira (5), ele e a namorada, de 15 anos, haviam saído da escola e, surpreendidos pela chuva, decidiram se abrigar embaixo de uma árvore próxima à residência de um idoso. O homem, segundo a versão da família, não teria gostado da presença dos dois e sacou a arma.
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Ainda conforme o relato, o adolescente acionou a câmera do celular para registrar a situação. Durante a discussão, o suspeito disparou duas vezes: o primeiro tiro atingiu a região da cintura do jovem; o segundo, segundo o adolescente, seria direcionado à namorada, mas ele se colocou na frente, recebendo o projétil de raspão no peito.
A namorada do adolescente, que preferiu não se identificar, descreveu o momento de pânico: “A gente ficou muito assustado, não queríamos sair de qualquer jeito. Pensa que não, ele vai, aponta a arma para ele. Em nenhum momento a gente não conhecia ele, foi do nada ele chegou lá ameaçando eu e ele para poder sair do local”.
A mãe do jovem, que também não se identificou, informou que conhece o idoso e foi alertada pela namorada do filho sobre os disparos. Após o episódio, o adolescente foi socorrido e levado ao Ortotrauma de Mangabeira (conhecido como Trauminha), onde recebeu atendimento médico e teve alta. Em seguida, passou por exame de corpo de delito no IPC e prestou depoimento na Central de Polícia, acompanhado pela mãe.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.
Com informações do portal g1.