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PF procura empresário filho do ex-prefeito do Rio suspeito de chefiar esquema para obter dados sigilosos de ministros
Termômetro da Política
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A Polícia Federal deflagrou uma operação para desarticular um esquema criminoso voltado à obtenção ilícita de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, incluiu o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. O principal alvo da ofensiva é o empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, contra quem foi expedido um mandado de prisão preventiva. O empresário, no entanto, não foi localizado e é considerado foragido pelas autoridades.

Marcelo Paes Fernandez Conde é considerado foragido pela PF (Foto: Redes sociais)

As investigações apontam que Marcelo Conde seria o mentor e financiador da organização, sendo suspeito de fornecer CPFs e realizar pagamentos em dinheiro vivo para acessar informações fiscais restritas. Entre as vítimas do monitoramento ilegal está a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Polícia Federal, o grupo contava com uma rede de apoio composta por servidores públicos, vigilantes e despachantes para infiltrar-se nos sistemas oficiais. Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares que passarão por perícia técnica, com o intuito de identificar a extensão do envolvimento de outras pessoas no crime.

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Em manifestação oficial, o Supremo Tribunal Federal confirmou a gravidade das infrações detectadas nos sistemas de controle do país. Em nota, o STF afirmou que foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas. De acordo com informações da Procuradoria-Geral da República repassadas à Corte, o grupo devassou dados de 1.819 contribuintes, incluindo pessoas vinculadas a ministros do Supremo e do Tribunal de Contas da União (TCU), além de deputados federais, ex-senadores, um ex-governador, dirigentes de agências reguladoras e empresários.

A defesa de Marcelo Conde manifestou-se sobre o caso, informando que ainda não teve acesso ao teor completo da decisão judicial. Os advogados do empresário declararam que aguardam o acolhimento do pedido de acesso aos autos para a adoção das providências cabíveis. Enquanto isso, a Polícia Federal mantém as diligências para localizar o suspeito e aprofundar a análise do material colhido, buscando esclarecer os objetivos finais do vazamento dessas informações sensíveis que afetaram centenas de autoridades e figuras públicas brasileiras.

Com informações de Jornal Nacional.

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