A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22), mais uma fase da Operação Contenção no Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade. A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) em conjunto com a 26ª DP (Todos os Santos), tem como alvo o núcleo operacional do Comando Vermelho que atua na comunidade.

Durante as buscas, os agentes localizaram uma estrutura com cerca de 30 computadores organizados em prateleiras dentro de um cômodo. O equipamento, que funcionava com energia obtida por ligação clandestina, era utilizado para mineração de criptomoedas. Cada máquina contava com sistemas de refrigeração, incluindo ventoinhas de alta capacidade e exaustores instalados na parede. Não havia ninguém no local no momento da abordagem, e a rede podia ser monitorada de forma remota.
A polícia investiga se a atividade de mineração de criptoativos passou a integrar o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico na região. Até o momento, dez pessoas foram presas na operação, que cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão. Segundo as investigações, o grupo é responsável pelo controle armado do território, além de atuar em tráfico de drogas, roubos de veículos, assaltos a pedestres e a residências de alto padrão, além de extorsões.
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Os investigadores também apuraram que os criminosos monitoravam em tempo real a movimentação das forças de segurança, enviando alertas em grupos restritos sobre o deslocamento de viaturas, blindados e helicópteros.
Na mesma ação, agentes cumpriram mandados contra integrantes de outro grupo criminoso que atuava com o golpe da falsa central telefônica. Os investigados são apontados como responsáveis pela estrutura financeira da fraude e pelo recebimento dos valores obtidos com as vítimas. O esquema consistia em contatos feitos por criminosos que se passavam por funcionários de bancos, criando uma situação de urgência para induzir as pessoas a entrarem em contato com uma central clandestina controlada pelo grupo.
A operação conta com apoio de blindados e helicópteros. As investigações buscam identificar toda a estrutura do esquema e apreender equipamentos, documentos e ativos financeiros relacionados às atividades criminosas.
Com informações do portal g1.