A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deram início nesta quarta-feira (27) a uma nova etapa da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. A ação mira um esquema nacional que realizava descontos associativos sem autorização em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social.

De acordo com a corporação, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras determinações constritivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. O foco é aprofundar as investigações sobre irregularidades cometidas contra a administração pública.
“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, destacou a PF.
A operação atual dá continuidade a desdobramentos anteriores. Em março, a PF e a CGU já haviam lançado a Operação Indébito, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão no Ceará e no Distrito Federal. Em abril de 2025, a primeira fase da Operação Sem Desconto identificou descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários, com estimativa de R$ 6,3 bilhões retirados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Naquela ocasião, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
A mobilização anterior contou com cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU, que cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no Distrito Federal.
Fonte: Agência Brasil