A capitã Michele Leão Azevedo, encontrada morta nessa segunda-feira (20) em Belo Horizonte, construiu uma carreira de destaque na Polícia Militar de Minas Gerais desde 2010. Formada em Bacharelado em Ciências Militares pela própria corporação, ela atuava como oficial com foco em defesa e segurança pública. Em 2023, concluiu especialização em Docência no Ensino Superior pelo Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, com pesquisa sobre a aplicação da jurisprudência dos tribunais superiores na atividade policial militar.

A oficial também participou, em 2022, do curso de formação complementar de Multiplicador de Direitos Humanos promovido pela PMMG. Antes de ingressar na corporação, Michele estudou nos colégios militares de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro.
O marido dela, o sargento Eduardo Oliveira, foi preso e é apontado pela investigação como o principal suspeito do crime. Ele levou a capitã ao Hospital Odilon Behrens já sem vida. A equipe médica identificou múltiplas lesões no corpo, incluindo traumatismo craniano, hematomas e marcas lineares compatíveis com chicotadas, e acionou a Polícia Militar.
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Em depoimento, o sargento afirmou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e ecstasy e que os ferimentos teriam ocorrido durante práticas sexuais consensuais e após uma queda da escada. A versão está sendo investigada. Policiais apreenderam comprimidos com características semelhantes às de ecstasy e um cabo de madeira quebrado no prédio onde o casal morava. O apartamento foi periciado e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal.
Em depoimento à Polícia Civil, a mãe e a irmã de Michele descreveram o relacionamento como abusivo e marcado por controle psicológico. Segundo elas, o casal passou por sucessivas separações e reconciliações ao longo de cerca de oito anos. A mãe afirmou que o militar manipulava emocionalmente a filha, a humilhava com frequência e não aceitava o fim da relação. Ela também relatou que Michele tentava encerrar o relacionamento e que, em uma discussão, o sargento teria empunhado uma faca.
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A defesa do policial militar informou que acompanha as investigações e que é necessário aguardar a conclusão dos laudos periciais e da apuração antes de qualquer julgamento. A nota afirma ainda confiança no devido processo legal e na imparcialidade das investigações, além de ressaltar que a defesa se manifestará no momento oportuno, preservando o direito de defesa e o sigilo do procedimento.
Com informações do portal g1.