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Reitoria estima prejuízo de RS 100 milhões com incêndio na UFPE
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O fogo no antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi contido às 5h desta quinta-feira (8). Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros tinham sido enviadas na noite de quarta. Não houve feridos. O prejuízo em equipamentos, segundo o reitor Alfredo Gomes, chega a R$ 100 milhões, com a perda de cerca de 20 anos de pesquisas. O edifício, na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética e o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.

Fogo começou por volta das 20h
Fogo começou por volta das 20h e só foi controlado às 5h do dia seguinte (Foto: Reprodução)

“Tínhamos muitos equipamentos dentro do prédio, sobretudo no primeiro andar, e absolutamente tudo foi destruído pelo incêndio. Cremos que nós tínhamos ali aproximadamente 100 tipos diferentes de pesquisas. Assim como amostras que se acumulam ao longo de 20 anos. Então é uma perda irreparável para a Universidade Federal de Pernambuco e para as pesquisas ali desenvolvidas, por mestrandos, doutorandos, na iniciação científica e também pelos nossos professores e professoras”, disse Gomes à TV Globo.

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O major Melquezedek Calado, do Corpo de Bombeiros, descreveu o alcance das chamas. “O fogo tomou conta de todo o pavimento superior e de uma sala no pavimento inferior. Tinham alguns laboratórios no pavimento inferior que a gente conseguiu preservar aprisionando o fogo. O incêndio ficou confinado na estrutura [do prédio], e todos os imóveis adjacentes não tiveram nenhum dano”. Em nota, a UFPE atribuiu a rapidez do alastramento aos tipos de produtos armazenados. A reitoria ainda não identificou a causa e acionou a Polícia Federal.

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A PF afirmou, em nota, que “manteve tratativas com o reitor da UFPE e o comandante do Corpo de Bombeiros”, que “equipe de peritos federais se deslocou para a UFPE, objetivando realizar exame do local” e que “inquérito policial será instaurado afim de apurar todas as circunstâncias e causas prováveis”. A universidade procurou o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. No X, o ministro Leonardo Barchini escreveu: “Recebemos com tristeza a notícia do incêndio […] Felizmente, não houve feridos. Estamos em contato com a reitoria da UFPE e acompanhamos as investigações para apurar as causas do incêndio. Colocamos o MEC à disposição para prestar todo o apoio necessário. Nossa solidariedade à comunidade da UFPE”.

O incêndio foi próximo à Casa do Estudante. Alunos relataram à TV Globo que a fumaça entrou nas residências e gerou temor. A estudante de nutrição Letícia Porfísio não estava no campus, mas disse que testemunhas falaram na perda de amostras de estudos sobre Covid-19, autismo, câncer e TDAH. “Disseram que o fogo começou amarelo, depois azul e roxo, e ninguém sabia o que era. Era muita fumaça com um cheiro horrível de fósforo com químicos, e mandaram mensagens pedindo para saírem do local, porque tinham medo de alguém se intoxicar. Os seguranças [da instituição] começaram a bater nas portas do prédio para ver se tinha alguém lá dentro, e se fosse cedo teria muita gente fazendo projeto nele”, declarou.

É o terceiro caso na UFPE em uma semana. Em 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física, sem feridos. A suspeita da instituição é de uma câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias. No domingo (4), outro incêndio atingiu o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, também sem vítimas.

Com informações do portal g1.

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