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Brasil aciona Lei de Reciprocidade contra tarifas dos EUA e busca diálogo, defende Alckmin
Termômetro da Política
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O governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira (29) o início de ações para aplicar a Lei de Reciprocidade econômica contra os Estados Unidos, em resposta à imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a lei permite ao Brasil adotar contramedidas tarifárias em resposta a ações unilaterais que prejudiquem a competitividade de empresas brasileiras no mercado internacional.

Alckmin defende que a Lei de Reciprocidade pode fortalecer a posição do Brasil nas negociações com os EUA
Alckmin defende que a Lei de Reciprocidade pode fortalecer a posição do Brasil nas negociações com os EUA (Foto: Cadu Gomes/VPR)

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), composta por 10 ministérios e responsável por políticas de comércio exterior, foi acionada para iniciar o processo, que inclui a notificação formal aos Estados Unidos sobre a resposta brasileira ao tarifaço. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), destacou que a Lei de Reciprocidade pode fortalecer a posição do Brasil nas negociações com os EUA.

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“Espero que isso até possa ajudar a gente acelerar o diálogo e a negociação. Essa é a disposição que o Brasil sempre teve. Precisamos lembrar que temos 201 anos de parceria e amizade com os Estados Unidos e que temos uma boa complementariedade econômica”, afirmou Alckmin antes de retornar ao Brasil, após uma missão oficial ao México.

Complementaridade econômica

Alckmin enfatizou a interdependência econômica entre os dois países, especialmente no setor do aço. “Nós somos o terceiro comprador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos [utilizado para a fabricação de aço]. Fazemos o semiplano e vendemos para os Estados Unidos, que fazem o aço para o automóvel, para o avião, para as máquinas. Você tem uma complementariedade, uma integração. Essa é a lógica do comércio exterior”, argumentou. Ele destacou que essa relação beneficia a sociedade com “produtos mais baratos que beneficiam a sociedade”.

Fonte: Agência Brasil

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