O cenário comercial brasileiro em no último ano foi marcado por uma reestruturação estratégica forçada. O “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve diferentes efeitos sobre a balança comercial brasileira em 2025. Apesar de o Brasil ter negociado a retirada das tarifas para a maioria dos produtos, a medida só passou a valer em novembro. Ainda assim, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados na terça-feira (6), o Brasil conseguiu ampliar suas exportações para 53,3% de seus parceiros comerciais em 2025.

O redirecionamento das vendas resultou em recordes históricos em mais de 40 países. Entre os crescimentos mais expressivos destacam-se o Paquistão (132,6%), Suíça (53,7%), Índia (30,2%) e Uruguai (29,5%). Na contramão, o comércio com os EUA sofreu uma queda de 6,6%, recuando para US$ 37,72 bilhões e elevando o déficit comercial com os americanos para US$ 7,53 bilhões.
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O vice-presidente e ministro do desenvolvimento, Geraldo Alckmin, celebrou a resiliência do setor em nota oficial: “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.” Mesmo com as barreiras impostas por Washington, a balança comercial brasileira fechou o ano com um superávit de US$ 68,3 bilhões (R$ 367,4 bilhões), atingindo um faturamento recorde de US$ 349 bilhões em exportações totais.
O desempenho positivo foi puxado especialmente pela indústria de transformação, que registrou US$ 189 bilhões em vendas. O setor, que agrega valor às matérias-primas, teve recordes em diversos nichos:
Na indústria extrativa, o volume de embarques também foi histórico, com 416 milhões de toneladas de minério de ferro e 98 milhões de toneladas de petróleo saindo dos portos brasileiros. O setor agropecuário acompanhou a tendência, com alta de 7,1% em valor.
Com informações de portal g1.